Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Depois de testes, Palmeiras e Corinthians vão com força máxima para dérbi

Técnicos usam revezamentos para analisar o elenco antes de primeiro clássico no ano

Ciro Campos, João Prata, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2019 | 11h00

Palmeiras e Corinthians revezaram a formação titular nas quatro primeiras rodadas do Campeonato Paulista. A justificativa de ambos estava em evitar lesões musculares e também testar os jogadores que chegaram. O clássico entre as equipes marcado para sábado, no Allianz Parque, será a oportunidade de seus treinadores mandarem a campo o que consideram ter de melhor no momento.

Após compromissos seguidos no meio e no fim das semanas, as equipes podem apostar todas as fichas no jogo. Como só voltam a campo depois uma semana, Palmeiras e Corinthians terão a oportunidade de escalar a força máxima, sem preocupação com o desgaste para o compromisso seguinte pelo Campeonato Paulista.

O técnico Luiz Felipe Scolari, por exemplo, conseguiu observar 24 dos 25 inscritos pelo Palmeiras no Estadual. Apenas o volante Jean ainda não ganhou chance. No restante, todos os demais tiveram no mínimo 45 minutos em campo para mostrarem ter se adaptado ao esquema do time e adquirido entrosamento.

A proximidade do clássico se fez presente nas escolhas da partida da última quarta-feira, contra o Oeste. O atacante Dudu, por exemplo, foi substituído no intervalo, o meia Lucas Lima entrou só no segundo tempo, o atacante Borja não saiu do banco de reservas e o volante Felipe Melo também ganhou descanso. Todos devem ser titulares no dérbi.

A principal dúvida é sobre o volante Bruno Henrique. O jogador desperta o interesse do futebol chinês e tem a permanência no clube sob suspense. Na quarta, o próprio Felipão disse que o assunto estava sob responsabilidade da diretoria.

Do lado do Corinthians, Fábio Carille tem algumas dúvidas para definir seu time ideal. Uma delas é a possibilidade de contar com Vagner Love, inscrito no Campeonato Paulista. A tendência, no entanto, é que fique como opção para o segundo tempo, assim como o argentino Mauro Boselli, ainda sem ritmo.

Nos primeiros jogos da temporada, Carille não conseguiu fazer o Corinthians render. Foram duas derrotas, um empate e uma vitória sofrida, por 1 a 0, sobre a Ponte Preta, em casa. O treinador declarou em recente entrevista ao Estado que não gosta de mexer muito em seus times e que segue a linha de Tite, de tentar repetir a escalação. No entanto, justificou as inúmeras trocas neste início de ano.

"Diferentemente dos outros anos, tem jogadores chegando e saindo do departamento médico. Em 2017 o único que chegou foi o Pablo, e em 2018, o Sheik. Ainda estão chegando jogadores, o Ralf fazendo o primeiro jogo dele no ano (contra o Red Bull), jogadores para estrear e reestrear, além de possíveis chegadas", disse.

A zaga para o clássico está definida com Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar. Ralf deve ser o primeiro volante. Ramiro, que atuou pela direita contra o Red Bull na quarta-feira, deve voltar a jogar mais centralizado. Jadson é o meia. Na frente, André Luis e Pedrinho disputam um lugar pelo lado direito. Gustagol é o centroavante. E na esquerda a briga fica entre Mateus Vital e Sornoza.

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