Depois de vitória, Palmeiras volta a colocar os pés no chão

'Temos de respeitar os adversários. Senão podemos ser surpreendidos', avisa o meia Diego Souza

Giuliander Carpes, O Estado de S. Paulo

18 de fevereiro de 2008 | 20h40

O domingo foi dia de comemorar a vitória contra o Juventus (4 a 0) e a melhor atuação da equipe na temporada. Ontem, o time do Palmeiras voltou a trabalhar, tendo como objetivo principal colocar os pés de novo no chão. "Foi nosso melhor jogo no campeonato", disse o meia Diego Souza. Já pensando nos adversários da semana: o Rio Claro, na quarta-feira, fora de casa, e o Rio Preto, no sábado, jogo que marcará sua estréia no Palestra Itália. "Temos de respeitar os adversários. Senão podemos ser surpreendidos. O Rio Preto é o lanterna e ganhou do Santos", diz Diego, que ainda vê muita possibilidade de evolução para o Palmeiras. "No último jogo, sofremos contra-ataques, demos espaço. Vamos corrigir isso." Para o jogador, sua boa atuação pode se explica pela liberdade de movimentação que ganhou do técnico Vanderlei Luxemburgo. Ele ora aparece na marcação, ora no ataque. "Eu e o Valdivia procuramos nos revezar, e sempre que conseguimos espaço, ao menos um dos dois surge na frente." A tarefa de colocar os pés no chão parecia mais difícil para o zagueiro David, de 20 anos. Considerado por boa parte da torcida como "o novo Luís Pereira", ele voltou à equipe no fim de semana e ainda marcou um gol. "Jogador de futebol espera sempre a sua oportunidade. Eu procurei aproveitar", disse. Na hora de explicar a boa atuação, David repete uma espécie de mantra dos jogadores do Palmeiras: agradece a Vanderlei Luxemburgo. "Ele está me dando uma chance." O gol contra o Juventus foi apenas o terceiro da carreira de David, o segundo pelo Palmeiras - ele tem um pelas seleções brasileiras de base. O jogador diz que o gostinho de marcar não vai subir à cabeça. "Sou zagueiro. Primeiro tenho de evitar os gols." Atacar quando tem espaço faz parte das determinações de Luxemburgo. "Ele sempre pede para fazer isso, mas com cuidado." TROCA-TROCAO gerente de futebol Toninho Cecílio diz que o clube não tem interesse em trocar o goleiro Diego Cavalieri pelo volante Arouca, do Fluminense. A direção palmeirense considera que, mesmo na reserva, o jogador continua com alto valor. A Lazio já teria feito uma proposta de 6 milhões de euros (R$ 15,4 milhões) pelo goleiro e estaria apenas esperando a obtenção do seu passaporte italiano. Alheio às negociações, Diego treinou normalmente entre os reservas. O atacante Kleber, contratado junto ao Dínamo de Kiev, da Ucrânia, já treina na Academia de Futebol desde o último sábado. Ele deve ser apresentado para a torcida apenas na quinta-feira, porque ainda não tem os documentos da transferência internacional. O jogador foi revelado pelo São Paulo em 2003 e assinou contrato por seis meses, com prioridade de renovação até o fim do ano.

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