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Deputado estadual pede para MP investigar Joana Havelange

Funcionária do Comitê Olímpico Local alegou roubo em rede social; Marcelo Freixo pede explicações

Ronald Lincoln Jr., O Estado de S. Paulo

28 de maio de 2014 | 17h59

RIO - O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) entrou nesta quarta-feira com uma representação no Ministério Público do Rio (MP-RJ) pedindo que o órgão cobre explicações à diretora do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo (COL), Joana Havelange, sobre uma frase compartilhada por ela em uma rede social, referente à preparação para a Copa, quando publicou que "o que tinha de ser roubado, já foi".

"Ela é funcionária do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo, além de ser filha de quem é. Se uma pessoa do Comitê diz que houve roubo, então ela deve dar explicações, visto que ela ocupa um cargo público", disse Freixo, lembrando que Joana é filha de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, e neta de João Havelange, ex-presidente da Fifa.

No requerimento, o deputado sugere que o MP-RJ investigue possíveis casos de roubo nos gastos da Copa do Mundo. "Na qualidade de gestora de parte de recurso público estadual, portanto equiparada a funcionária pública para os fins do Código Penal (art. 327/CP), a Diretora afirma que houve roubo nos gastos de verba pública, o que enseja prática de crime, cuja ação penal é pública incondicionada e de titularidade deste Nobre Órgão. Desta forma, requeiro a este ilustre parquet a apuração da eventual prática de crime e que seja adotada a medida judicial cabível, se for o caso", diz o documento.

Depois da repercussão negativa provocada pelo texto compartilhado por ela no dia anterior na rede social, a diretora do COL se mostrou arrependida nesta quarta-feira pela publicação. "De fato não atentei para a frase que está gerando toda a polêmica. Não concordo com ela e lamento não ter me atentado para ela", explicou Joana, também via internet.

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