Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Deputado investiga venda de Tevez

O presidente do Boca Juniors, o empresário Mauricio Macri, declarou que não considera que seu time tenha a obrigação de descobrir a origem dos fundos utilizados pelo grupo MSI para pagar o passe do jogador Carlos Tevez. "Não é nosso trabalho determinar de onde veio o dinheiro da MSI. Nós temos um contrato com o Corinthians. Eles pagaram em espécie e não houve problemas", disse Macri, homem conhecido por seu pragmatismo.A polêmica pela origem do dinheiro pago pelo iraniano Kia Joorabchian, do MSI, para a compra do passe de Tevez, ultrapassou as fronteiras do Brasil e também começou a despertar suspeitas em Buenos Aires. Desconfiado, o deputado Mario Cafiero, do partido de centro-esquerda Soberania Popular, iniciou um investigação sobre a operação financeira. Ele suspeita que a venda de Tevez esteja encobrindo lavagem de dinheiro.Em declarações ao jornal Clarín, o mais importante do país, Macri, que também é líder do partido político de centro-direita Compromisso para a Mudança, minimizou as declarações de Cafiero: "honestamente, existem pessoas que não tem coisa alguma a fazer e ficam procurando coisas onde não há nada o que procurar. O Boca Juniors não deve fazer o trabalho do Banco Central ou de organismos internacionais. O Boca vendeu o passe...O que foi que o Corinthians fez com a MSI? Bom, isso é um problema da Associação de Futebol Brasileiro e do Banco Central brasileiro. Tevez tinha três alternativas: o Bayern, o clube ucraniano Shaktar Donest e o Corinthians, e foi ele quem escolheu".Pingo no is - O passe de Tevez, ex-Boca Juniors, foi vendido ao Corinthians no dia 17 de dezembro por US$ 16 milhões. Esse seria o valor correto, e não os US$ 19,5 milhões oficialmente anunciados pelo time, afirma o jornalista investigativo mais famoso da Argentina, Daniel Santoro, que nos anos 90 desvendou o contrabando de armas para a Croácia e o Equador durante o governo do ex-presidente Carlos Menem (1989-99).Segundo ele, Macri admitiu que o Boca Juniors recebeu outros US$ 2 milhões, provenientes de um acordo - até agora desconhecido - feito com o Corinthians e o MSI para o intercâmbio de jogadores juvenis. E o restante US$ 1,5 milhão é relativo ao valor que Tevez recebeu do passe, mas que teria doado para as divisões inferiores do Boca Juniors na categoria de "reconhecimento pelas atenções e capacitação" recebidas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.