Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians e Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians e Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Dérbi de sábado deixa ansiosos 'estreantes' de Corinthians e Palmeiras

Jogadores como Lucas Lima e Júnior Dutra vão disputar pela primeira vez na carreira o clássico, que já tem 33 mil ingressos vendidos

Ciro Campos, Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

22 de fevereiro de 2018 | 07h00

Além da ansiedade habitual de um clássico, para alguns jogadores de Corinthians e Palmeiras o encontro de sábado, pelo Campeonato Paulista, guarda uma expectativa extra. Titulares das equipes como Júnior Dutra, Marcos Rocha e Lucas Lima vão experimentar pela primeira vez a centenária rivalidade do futebol paulista.

+ Diretor do Corinthians promete trazer atacante

+ Borja volta a treinar e deve jogar clássico

O clássico na Arena Corinthians dará aos estreantes uma experiência nova, mesmo para quem tem no currículo outros encontros regionais. É o caso de Lucas Lima. "Palmeiras e Corinthians fazem o maior clássico de São Paulo. Claro que na época que estava no Santos a rivalidade entre Palmeiras e Santos aumentou, mas sempre vi o dérbi como um grande jogo em São Paulo e no Brasil", comentou o meia do Palmeiras.

Nesta quarta-feira, o jogador lembrou ter no currículo, em seus anos de Vila, bom retrospecto diante do rival alvinegro. "Sempre fiz grande jogos contra o Corinthians", disse. No último deles, em setembro do ano passado, o meia fez um gol na vitória por 2 a 0, em Santos.

Há outros palmeirenses que também vivem a expectativa do primeiro dérbi paulista. Dos titulares, o lateral Marcos Rocha e o zagueiro Antônio Carlos – que saiu da base do Corinthians – jamais atuaram no confronto. “Acredito que o clássico vale mais do que os três pontos. É um dos maiores duelos da América do Sul”, defendeu o ex-atleticano Marcos Rocha.

O meia Scarpa está na mesma condição de Marcos Rocha. Já fez clássicos no Rio, mas nunca jogou o dérbi. Vindo do Fluminense, no entanto, o jogador deve ficar no banco de reservas.

O dérbi paulista será uma novidade também para o gaúcho Roger Machado. O técnico disse semanas atrás, pouco antes do confronto com o Santos, gostar da experiência de vivenciar no futebol de São Paulo mais de um clássico regional, diferentemente dos tempos do Rio Grande do Sul, entre Grêmio e Inter.

Seu colega Carille já sentiu o sabor de um dérbi, mas há atletas sob o seu comando no Corinthians que vão experimentar o clássico pela primeira vez. A lista de calouros corintianos é menor. O atacante Júnior Dutra é o único titular a não ter disputado um Corinthians e Palmeiras. O lateral Capixaba, ex-Bahia, também nunca participou do confronto, mas é dúvida para o jogo – ele se recupera de lesão. O volante Renê Júnior, outro debutante, ficará no banco, assim com o meia Mateus Vital.

MISTÉRIO

Apesar disso, pelo menos na preparação a tensão é maior do lado corintiano. Hoje pela manhã Carille comanda seu primeiro treino fechado. Não quer que ninguém veja o que está tramando. O duelo com o Palmeiras será assunto no time a partir desta quinta-feira, quando o clube apresentar o zagueiro Marllon e o atacante Matheus Matias, as novas contratações.

O time está há três rodadas sem vencer no Paulistão, com duas derrotas e um empate, mas se apega ao passado para acreditar em reabilitação a partir de sábado. Foi diante do Palmeiras, na Arena, em fevereiro de 2017, que o Corinthians superou o rival e ganhou confiança para iniciar sequência de bons resultados até o título estadual. Cerca de 33 mil ingressos já foram vendidos.

HENRIQUE

O clássico deste sábado será especial para o zagueiro Henrique. Após participar de vários dérbis pelo Palmeiras, o defensor vai atuar pela primeira vez no lado corintiano do clássico e espera estrear tendo melhor sorte do que teve quando vestia a cor verde na partida.

Somando as duas passagens que teve pelo Palmeiras, o defensor participou de sete clássicos. Foram duas vitórias, dois empates e três derrotas. Ele defendeu o Palmeiras em 2008 e depois voltou para jogar entre 2011 e 2014. Ganhou o Paulista (2008), a Copa do Brasil (2012) e a Série B (2013). Em sua apresentação no Corinthians, o zagueiro se negou até mesmo a citar o nome do antigo clube.

ANÁLISE

Clássico tem sempre um significado especial, por Raphael Ramos

"A senhora não sabe o que é um Parmera x Curintia!" A frase dita há 20 anos pelo ator Lima Duarte à personagem vivida por Marisa Orth no filme Boleiros, dirigido pelo craque e colunista do Estado Ugo Giorgetti, é relembrada toda vez que os arquirrivais se enfrentam. E não é por menos.

Não importa a competição, o peso de um Palmeiras x Corinthians é imensurável. É o típico confronto capaz de mudar para sempre a vida de um jogador.

Heróis e vilões surgiram no dérbi. O que seria de Marcos se não tivesse tido uma atuação monumental contra o Corinthians na Libertadores de 1999? Talvez não seria “santo”. E Marcelinho? O que seria dele sem o golaço na final do Paulista de 1995? Certamente nunca seria chamado de “Pé de Anjo” pela Fiel.

Agora, ambos fazem parte do passado e o clássico de sábado surge como uma nova oportunidade para os jogadores do presente se consagrarem.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.