Derrota contra o Grêmio afasta São Paulo da briga pelo G-4

Apesar da derrota, Ney Franco não admite deixar o Brasileirão de lado para focar na Sul-Americana

O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2012 | 20h10

Tão logo o árbitro encerrou o jogo, Rogério Ceni saiu correndo para o vestiário a fim de evitar a imprensa. Quem conhece o goleiro sabe que esse comportamento só acontece quando ele está extremamente irritado, sentimento que foi compartilhado pela torcida através de fortes vaias. A derrota que deixou o São Paulo longe mesmo até da briga pelo G-4 foi a segunda seguida contra adversários mais fortes e, a exemplo do que ocorreu contra o Fluminense no meio da semana passada, teve como influência decisiva os erros de marcação.

Apesar de mais um tropeço em casa, Ney Franco não admite deixar o Brasileirão de lado para se focar apenas na disputa da Copa Sul-Americana, torneio que garante ao campeão uma vaga na Libertadores do ano que vem. O treinador lamentou os vacilos que custaram os três pontos, mas considera precipitado abrir mão da disputa do Nacional.

“A derrota atrapalha a arrancada que queríamos dar no campeonato. Até esta rodada estávamos a três pontos do quarto colocado e agora estamos a seis. Mas não podemos desistir no campeonato, nem chegou à metade. Precisamos entrar em campo na quarta (contra o Náutico, nos Aflitos), fazer o nosso papel e ver o que fazem as equipes da frente. Recuperar nosso time é a primeira prioridade para o momento”, disse.

Dentro do clube ninguém pensa em outro fim de ano que não seja classificado para a Libertadores, especialmente por causa dos investimentos feitos pela diretoria para reformular o elenco. O treinador sabe disso e aposta no retorno de alguns atletas considerados chave para recolocar o time nos trilhos e tentar a recuperação.

“Alguns detalhes estão pesando, especialmente no aspecto ofensivo. Não temos Lucas, Luis Fabiano e Osvaldo e jogamos hoje com um atleta improvisado, que tem jogado bem. Mesmo assim faz diferença. Veja as substituições do Grêmio: sai o Moreno e entra o André Lima. Do nosso lado, no momento, está faltando.”

A bola aérea voltou a atormentar a defesa, que sofreu mais um gol de cabeça e viu Kleber ajeitar pelo alto a bola que sacramentou a virada. Enquanto Ney Franco fala em treinar para corrigir as falhas, os próprios zagueiros já se mostram incomodados. “Precisamos ter mais atenção. Quem marca tem que ficar esperto para não levar gol assim”, lamentou Rhodolfo, que não destinou a crítica a ninguém, embora nos dois gols a bola tenha sido lançada nas costas de João Filipe.

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