Karel Navarro/AP
Karel Navarro/AP

Derrota do Cruzeiro no Peru é marcada por racismo contra Tinga

Meia entrou no segundo tempo e, sempre que pegava na bola, torcida imitava um macaco

O Estado de S. Paulo

13 de fevereiro de 2014 | 00h40

SÃO PAULO - A derrota do Cruzeiro para o Real Garcilaso, do Peru, teve uma nota bem mais triste que o resultado para o time brasileiro. Após a entrada do meia Tinga, a torcida da casa passou a ofender o jogador imitando um macaco. O atleta entrou no segundo tempo da partida no lugar de Ricardo Goulart e, assim que pisou em campo, começou a ser xingado.

"Eu queria não ganhar todos os títulos da minha carreira e ganhar o título contra o preconceito, contra esses atos racistas", disse Tinga ao fim da partida.Quem também mostrou indignação com a atitude dos peruanos foi o zagueiro Dedé. "O Tinga pega na bola, e eles começam a fazer som de macaco. Isso não existe", afirmou o defensor.

SANÇÕES

Apesar do árbitro José Argote não ter tomado nenhuma providência, é provável que o time do Real Garcilaso seja punido. A Conmebol, entidade que controla o futebol Sul-americano, prometeu por meio do Twitter oficial da Copa Libertadores que irá se pronunciar assim que possível sobre possíveis punições ao time peruano. "Sobre o tema de racismo no jogo Real Garcilaso x Cruzeiro, a Confederação Sul-Americana de futebol irá analisar o tema e a possíveis sanções pertinentes. Pedimos tranquilidade aos torcedores do Cruzeiro, mas sabemos que isso é inaceitável", escreveu.

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