Derrota em Belém deixa Picerni irritado

A derrota para o Remo no sábado, em Belém, por 2 a 1, não tirou o Palmeiras da segunda colocação da Série B do Brasileiro, mas deixou Jair Picerni irritado. Sem críticas individuais, o técnico reclamou dos espaços concedidos ao adversário no segundo tempo e reafirmou que os desfalques de Vágner Love, Diego, Marcinho e Daniel não foram determinantes para o resultado.Na quarta-feira, o Palmeiras estréia na Copa Sul-Americana contra o São Caetano, no estádio Anacleto Campanella. Na Série B, o próximo adversário será o Paulista em Jundiaí, sábado que vem."Tomamos gols de bola parada que mudaram o ritmo do jogo em Belém. Começamos a dar espaços e o Remo, contando com o apoio de sua torcida, se motivou. Infelizmente, depois de um primeiro tempo muito bom tecnicamente, caímos de produção na etapa final. Corremos errado e nos desgastamos sem necessidade. Não quero falar sobre os desfalques e sim do grupo que tenho no momento", afirmou Picerni.Segundo o treinador, a equipe esqueceu o padrão tático após sofrer o segundo gol do Remo, no início do segundo tempo. E, pensando na seqüência da Série B, pediu aos jogadores que mantenham a tranqüilidade mesmo quando estiverem inferiorizados no placar."Procuro passar que levar um gol não é o fim do mundo. Temos que seguir jogando com naturalidade. Teríamos conseguido um resultado melhor se mantivéssemos o equilíbrio. Mas o gol marcado pelo Gian a um minuto do segundo tempo gerou desgaste. Passamos a olhar mais do que jogar e perdemos a dinâmica", revelou Picerni.O goleiro Marcos deixou Belém reclamando da arbitragem de Fernando Assunção. "Ele marcou pênalti no primeiro tempo em um lance em que a bola bateu no ombro do Alceu. Depois, compensou ao deixar de marcar outros dois contra nós muito mais claros". Marcos não quis assumir sozinho a responsabilidade pelo segundo gol do Remo marcado por Gian após cobrança de falta. "Nossa defesa inteira falhou ao não cortar o cruzamento. O empate teria sido mais justo."Pedrinho também estava indignado com o árbitro. "Não entendo por que colocaram um árbitro desconhecido para apitar um jogo importante como esse. O pior é que o assistente Gilberto Freire de Lima ainda me chamou de doente quando fui falar com ele no final da partida", acusou o meia palmeirense.

Agencia Estado,

27 de julho de 2003 | 17h40

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