Derrota em Florianópolis deixa Santos em estado de alerta

Arrancada palmeirense, ascensão flamenguista e tropeço santista preocupam Luxemburgo na reta final

Sanches Filho, Especial para o Estadão

22 de outubro de 2007 | 18h54

A arrancada do Palmeiras, a ascensão do Flamengo e a nova demonstração de instabilidade do time santista na derrota por 1 a 0 contra o Figueirense, domingo, em Florianópolis, deixam o Santos em estado de alerta. O caminho para a classificação à Copa Libertadores de 2008 já não é tão simples como chegou parecer após o empate por 1 a 1 com o Palmeiras. Por isso, Vanderlei Luxemburgo rompeu o armistício com as arbitragens e reclama a escalação de juízes mais experientes para os próximos jogos de sua equipe, com medo de alguma coisa de errada aconteça na seqüência de jogos decisivos.  Com 52 pontos ganhos e 54% de aproveitamento, o clube vai precisar de quatro vitórias em seis jogos - três na Vila Belmiro e três fora - para assegurar a vaga. Pelas partidas restantes, a tarefa parece simples, mas não é. Neste sábado à noite, na Vila, o Santos joga por ele e pelo Corinthians e se não vencer ficará em situação difícil porque o Flamengo pega o rebaixado América-RN, deve ganhar e embolar a parte de cima da classificação. E se isso acontecer, além da incomoda companhia de um concorrente 'peso pesado', a pressão sobre os jogadores santistas vai aumentar. O que preocupa é que o grupo no jogo de Santa Catarina não reagiu positivamente nem ao discurso de Luxemburgo, enfatizando a importância de o clube disputar outra vez a Libertadores. Ele lembra que as rodadas finais vão determinar o que será o Santos em 2008: uma equipe forte e competitiva com a manutenção dos principais jogadores e a contratação de bons reforços, ou dispensas e redução de custos.  Até há pouco tempo, os problemas da equipe pareciam restritos ao ataque, mas já atingem outros setores. Kléber Pereira, com 10 gols nos primeiros 12 jogos, está há um mês e meio sem finalizar com sucesso. O artilheiro alega que a ansiedade tem atrapalhado, mas não deixa de lembrar que rendia mais quando o seu companheiro de área era Marcos Aurélio. No meio, mais problemas. Agora, Luxemburgo se definiu por dois meias titulares: Petkovic, que tem começado todos os jogos como titular, e Rodrigo Tabata, que entra no segundo tempo. Mas a qualquer momento pode voltar a improvisar o lateral-esquerdo Kléber na armação. Pedrinho, que chegou a ser uma das de suas maiores apostas, nem foi levado para o jogo contra o Figueirense. E as explicações são vagas. "Pedrinho é problema meu", rebate o técnico. Para o jogo deste sábado contra o Goiás, Luxemburgo terá de improvisar um jogador na lateral-direita porque Alessandro recebeu o terceiro amarelo em Santa Catarina e Baiano cumpre o último dos três jogos de suspensão pela expulsão contra o Vasco da Gama. Adriano e Dionísio são os mais cotados para a vaga.  Caso Kléber Dirigentes santistas torcem para que o interesse do italiano Palermo por Kléber não seja apenas uma sondagem como aconteceu com o Monaco, da França, na janela do meio do ano. É que há necessidade de vender - e muito bem - um jogador para recolocar as finanças do clube em ordem.  Sem Adailton Adailton também poderá desfalcar o Santos contra o Goiás, neste sábado, na Vila Belmiro. O zagueiro foi denunciado por prática de jogo violento na partida contra o Vasco da Gama e pode ser punido com suspensão de dois a seis jogos no julgamento desta terça-feira à tarde, no STJD. Mário Mello, advogado santista, confia na absolvição porque o jogador nem chegou a ser expulso de campo.

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