Derrota na Copa do Brasil aumenta lista de fracassos de Muricy

Desde o seu retorno ao São Paulo, treinador, idolatrado pela torcida, acumula eliminações para Ponte Preta, Penapolense e Bragantino

FERNANDO FARO, O Estado de S. Paulo

14 de agosto de 2014 | 07h49

O fiasco do São Paulo contra o Bragantino, que venceu por 3 a 1 e avançou na Copa do Brasil na noite desta quarta-feira, no Morumbi, não chega a ser uma novidade para Muricy Ramalho em sua atual passagem pelo clube. Idolatrado pela torcida pelo tricampeonato brasileiro conquistado com os títulos obtidos entre 2006 e 2008, o treinador acumula o terceiro revés contra um rival de menor expressão em apenas dez meses.

Em novembro do ano passado, o time tricolor chegou à semifinal da Copa Sul-Americana como franco favorito diante da já rebaixada Ponte Preta, mas foi derrotado em casa por 3 a 1 no jogo de ida e não passou de um empate por 1 a 1 no duelo derradeiro, disputado em Mogi Mirim. Àquela altura, a equipe já estava longe da briga contra o rebaixamento no Brasileiro, mas tinha um time bem mais limitado que o atual.

O cenário se repetiu no Campeonato Paulista diante da Penapolense. Jogando partida única no Morumbi, deu um chute nos 90 minutos e acabou eliminado nas penalidades por 5 a 4. A torcida poupou o treinador das críticas e dirigiu a "metralhadora" para os jogadores.

Desta vez, nem mesmo Muricy escapou das vaias. Impassível à beira do gramado diante de um time indolente, não soube sair da armadilha montada por Paulo César Gusmão e foi mais uma vez abatido em seus domínios.

"Deu impressão que sim nos 15 minutos parecia que íamos passear em campo. Poderíamos ter matado o jogo, mas futebol é isso, os caras são profissionais. O Bragantino mereceu", limitou-se a dizer o técnico, que não soube explicar como o time não consegue evoluir após oito meses de temporada. "Fomos incompetentes", ressaltou.

Apesar do mau desempenho e do vexame diante do Bragantino, Muricy se recusa a falar em demissão e respondeu asperamente quando perguntado se entenderia se a diretoria pensasse em tirá-lo do cargo. "Você pensa assim porque você é um cara ruim. Tenho contrato com o São Paulo e vou cumprir", disparou ao repórter que fez a pergunta.

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