Derrota palmeirense anima corintianos

O Corinthians viveu um dia atípico nesta quinta-feira. Mesmo com o time na final da Copa do Brasil e com boas chances de conquistar o bicampeonato, o assunto no Parque São Jorge não foi o jogo de domingo, contra o Grêmio, pela final da competição. Tantos nas filas para a compra de ingressos, quanto dentro do estádio, onde ficam aqueles que desejam acompanhar o treinamento, só se falava na derrota do arqui-rival Palmeiras para o Boca Juniors, quarta-feira à noite, pela semifinal da Copa Libertadores da América.A ironia, claro, dava o tom das conversas. "Quer saber, acho que nem precisamos mais vencer no domingo. Nossa festa já está feita", divertia-se Mauro Mendes Carvalho, um dos cerca de 300 torcedores que estiveram nesta quinta-feira na "Fazendinha", acompanhando o coletivo da tarde. Mas ele fez questão de completar: "Mas que mais um título contra o Grêmio vai ser a glória, isso vai. Não vejo a hora de olhar para a cara dos palmeirenses."A piada mais comum era a de que o Corinthians cansou de dar chance para que a equipe do Parque Antártica chegasse a um título mundial. "Eles disputaram três anos consecutivos e nada. Então não vai ter jeito. Depois de vencer o Mundial da Fifa, vamos ter de ensiná-los como ganhar o de Tóquio", provocava Alfredo Nunes, que aguardava pacientemente a sua vez na fila para comprar ingresso para a decisão de domingo.Fé cega - A confiança de que o clube vai estar na Libertadores do ano que vem, conquistará o título e representará o País no Japão é tanta que alguns torcedores chegam até a fazer planos de turismo. É o caso de Júlia Cristina Antholf. Para ela, a presença do Corinthians na Libertadores vai ser uma excelente oportunidade para conhecer a América do Sul. "Já combinei com um grupo de amigos que vamos acompanhar o time em pelo menos dois jogos fora do Brasil", afirmou. "Gostaríamos de ir em mais, mas precisamos guardar dinheiro para a viagem de bate-e-volta ao Japão." Porém, entre tantos otimistas, ainda há espaço para os mais comedidos. Um dos representantes desse pequeno grupo é Gérson Anderson Andrade. Ao mesmo tempo em que não esconde sua satisfação pela eliminação palmeirense, pondera sobre o futuro. "Não podemos abusar muito nas gozações. Vai que o nosso time perde em casa também. E aí?", questionou, provocando algumas vaias ao redor. "Prefiro guardar meu veneno para depois do jogo contra o Grêmio", planejou.

Agencia Estado,

14 de junho de 2001 | 18h10

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