Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Derrota para o Palmeiras confirma sina do São Paulo em clássicos

Nos últimos 16 jogos, equipe sofreu 11 derrotas e venceu apenas 2 jogos

Raphael Ramos, O Estado de S. Paulo

13 de março de 2016 | 15h48

Com a derrota para o Palmeiras neste domingo, o São Paulo ampliou o seu péssimo desempenho recente em clássicos. Nos últimos 16 jogos contra os seus maiores rivais do Estado (a partir de janeiro do ano passado) a equipe sofreu 11 derrotas, venceu apenas dois jogos e empatou três. São 12 gols marcados e 34 gols sofridos.

Edgardo Bauza, que chegou ao Morumbi este ano, perdeu os dois clássicos que disputou pelo mesmo placar – em fevereiro, foi derrotado pelo Corinthians no Itaquerão, também pelo Campeonato Paulista. No domingo, o treinador justificou a derrota pela falta de “contundência” da sua equipe, principalmente dos jogadores de ataque.

“O problema maior foi a falta de contundência. Tivemos domínio, mas faltou converter. Creio que a falta de gols nos impediu de ganhar. Chegamos, mas perdemos gols. Tivemos uma atitude boa, defensivamente trabalhamos muito e nos organizamos. Falta melhorar na frente”, disse.

 

O argentino elogiou a postura do São Paulo no primeiro tempo. Para ele, a etapa final foi equilibrada. “Dentro das possibilidades, estávamos bem. Principalmente no primeiro tempo, quando tivemos o controle do jogo. Salvo os últimos dez minutos, quando Palmeiras chegou. No segundo tempo, o jogo estava tudo igual, com as mesmas características, mas um contra-ataque muda tudo. Nosso time deu a chance de Palmeiras jogar mais atrás”. 

Na quarta-feira, o São Paulo tem um jogo decisivo na Venezuela contra o Trujillanos, pela Libertadores. O time tem apenas um ponto em dois jogos e precisa da vitória para respirar um pouco mais aliviado na competição. A viagem até a cidade de Valera, palco do jogo, será uma maratona.

Nesta segunda-feira, pela manhã, o time embarca para o Panamá. Depois, viaja para Maracaibo, na Venezuela, onde passa a noite. Na terça-feira, os jogadores pegarão outro voo para Valera. 

“Não temos tempo para treinar. Estamos nos acostumando a conversar com os atletas, mostrar vídeos, ocupar o pouco tempo que temos. Em campo, que é onde eu queria ter tempo, não tenho”, lamentou Bauza.

De malas prontas. O atacante Kieza foi cortado da concentração na véspera do clássico. A diretoria liberou o jogador para acertar a sua saída para o Vitória, da Bahia.

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