Derrota pode abrir crise no São Paulo

O atacante França, do São Paulo, pode estar fazendo sua última partida com a camisa do clube, nesta quarta-feira, às 15 horas, diante do Grêmio, pelas quartas-de-final da Copa do Brasil. O São Paulo precisa vencer por 1 a 0 para chegar à próxima fase (perdeu o primeiro jogo, no Sul, por 2 a 1) e, em caso de eliminação, uma crise irá se instaurar no clube, que só voltaria a fazer uma partida oficial em cerca de dois meses.Um dirigente do Borussia Dortmund, da Alemanha, estará assistindo ao jogo nas tribunas, ao lado do presidente são-paulino Paulo Amaral, para observar o atacante. França, por sua vez, procurou tranqüilizar a comissão técnica, dizendo que não está se desconcentrando com estas sondagens. "Tenho de jogar bem sempre, independentemente de estar sendo observado ou não. Meu pensamento é ajudar o São Paulo a chegar à Libertadores", garantiu o atacante.Mesmo com a necessidade da vitória, Vadão não pôde armar um esquema ofensivo para a partida. Um empate dá a vaga ao Grêmio . O time gaúcho também chegará às semifinais se perder por 1 gol de diferença, desde que consiga marcar mais de um. O técnico são-paulino teve de improvisar um sistema 3-5-2, já que não poderá contar com o lateral-esquerdo Gustavo Nery, suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo. O meia Carlos Miguel será deslocado para o setor.Vadão fez nesta terça-feira um treino secreto no Centro de Treinamento. Ele quis evitar espionagem dos jornalistas gaúchos, mas se esqueceu de que o próprio presidente Paulo Amaral disse que, pela lei, não há como o clube proibir o acesso de pessoas ao CT, já que se trata de uma concessão pública. "Todo mundo faz isso e acho que tenho este direito", rebateu o técnico.Os dirigentes do clube voltaram a negar que o clube esteja perto de contratar o volante Rincón, do Santos. No entanto, a chegada do jogador para o São Paulo é algo que estaria próxima de acontecer, segundo fontes ligadas à diretoria. Outra novidade nesta semana foi o retorno do volante Fabiano aos treinamentos. Ele ficou 32 dias parado em recuperação de fraturas nas costelas, após choque com o zagueiro Reginaldo em coletivo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.