Desafio do São Paulo é esquecer morte

Esquecer o trauma causado pela morte do zagueiro Serginho e tentar se aproximar dos líderes do Campeonato Brasileiro - Santos e Atlético-PR - serão os dois desafios do São Paulo para o jogo deste sábado, contra o Figueirense, em Florianópolis (SC). "A rodada foi muito boa para nós", comenta o volante Renan. "Precisamos pensar na vitória, que é o que interessa para nós, para a gente manter a regularidade."Renan comentou também sobre a tragédia de quarta-feira. Assim que Serginho caiu, o volante são-paulino era um dos mais desesperados em campo. "Voltou tudo na minha cabeça o que tinha acontecido com o meu pai (Milton)", conta o jogador. "Eu tinha 15 anos e ele teve um ataque cardíaco em casa. Também passou por massagem cardíaca, foi para o hospital, mas não resistiu."O fato aconteceu há quatro anos, no dia 11 de novembro de 2000. "Tudo o que eu já estava esquecendo voltou na minha cabeça", revela Renan. Uma das coisas que mais marcaram o jovem jogador de 19 anos foi uma frase dita pelo zagueiro Dininho, do São Caetano, quando Serginho teve o mal súbito. "Ele disse: Senhor, por favor, meu irmão não."Emerson Leão não terá desfalques para o jogo contra o time catarinense. A dúvida do treinador está no ataque, entre Nildo e Jean.Preocupado, o volante César Sampaio até antecipou alguns exames de avaliação que faria no final do mês. Ele fez nesta quinta-feira toda a bateria para avaliar a sua situação após a recuperação de uma fratura no nariz e uma forte pancada na cabeça em lance disputado com Osmar, do Palmeiras, há três semanas.

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