Desanimados, peruanos prometem jogar por 'dignidade'

Os jogadores da seleção do Peru admitiram nesta terça-feira que chegam com algum desânimo para a partida desta quarta-feira contra o Brasil, no Beira-Rio, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. A equipe tem apenas 7 pontos, segura a lanterna e, sem chances de classificação, pretende jogar apenas para não passar vergonha.

EDUARDO MALUF E GIULIANDER CARPES, Agencia Estado

31 de março de 2009 | 15h57

"Estamos cansados e desanimados, mas temos que fazer uma boa partida contra o Brasil por respeito a nós mesmos. Hoje todos dizem que somos a pior seleção", afirmou, resignado, o volante Rainer Torres. A equipe vem de derrota em casa para o Chile, por 3 a 1, e seu jogador mais experiente, o meia Nolberto Solano, admite que o time não tem maiores aspirações. "A única coisa que resta é jogar pela nossa dignidade", disse.

O Peru chega para o jogo sem dois dos principais atacantes da atual geração: Pizarro, do Werder Bremen, e Farfán, do Schalke 04, estão suspensos pela federação local por participarem de uma noitada após o empate com o Brasil, em novembro de 2007, pelo primeiro turno das Eliminatórias.

O momento é de reformulação, e a saída do técnico Jose del Solar, a contragosto de vários jogadores, pode acontecer nos dias seguintes à partida contra o Brasil, a fim de antecipar o processo. Solano, que está com 34 e voltou ao país neste ano, para disputar a Libertadores pelo Universitário, é pessimista: acha que o país deve pensar na Copa de 2018, e não em 2014. "Nossa realidade aponta para isso. O Mundial do Brasil está já próximo e há muito por fazer", avisa.

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