Deschamps reconhece dificuldades para bater a Nigéria

Com a vitória sendo conquistada no final do jogo, o técnico francês admite que o time azul não rendeu o esperado em Brasília

Raphael Ramos - enviado especial a Brasília, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2014 | 17h17

O técnico da França, Didier Deschamps, reconheceu que a sua equipe teve muitas dificuldades diante da Nigéria nesta segunda-feira, no estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, e que por vários momentos da vitória por 2 a 0 o adversário foi melhor. O treinador, no entanto, encarou a oscilação de desempenho da equipe com normalidade.

"Uma partida demora 90 minutos. Tivemos um adversário que jogou muito bem e tinha força atlética. Mas conseguimos terminar bem. Nessa Copa do Mundo, é difícil uma equipe controlar a partida do começo ao fim. Na verdade, não vi nenhuma seleção fazer isso. A Nigéria perdeu um pouco de ritmo no segundo tempo e nos últimos 30 minutos fomos melhores", avaliou.

Estatísticas oficiais da Fifa mostram que a Nigéria ficou mais tempo com a bola do que a França (51% contra 49%). Mas na hora de finalizar foram os franceses que arriscaram mais ao gol: 15 a 8. E foi justamente essa presença no ataque que Deschamps fez questão de elogiar. "É difícil não estar satisfeito com o que fizemos hoje (segunda). Não somos os maiorais, mas fomos relativamente sólidos no meio de campo", disse.

Algoz do Brasil na final da Copa do Mundo de 1998 como jogador, Deschamps comentou as vaias recebidas pela seleção francesa durante praticamente todo o jogo desta segunda. "Os brasileiros gostam muito da gente quando estamos em campo. Estamos na América do Sul. Apesar da torcida brasileira apoiar os nigerianos, não houve nada agressivo. Temos de aceitar essa torcida contra a gente. Não estamos na França".

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