Desempenho de Tevez cala os críticos

Errou feio quem apostou que a passagem de Carlitos Tevez pelo Brasil acabaria em um fracasso. O atacante ganhou a confiança da torcida corintiana e o respeito dos rivais no Campeonato Brasileiro. Os argentinos não deixaram esfriar a paixão pelo ex-camisa 10 do Boca Juniors. A cada semana, os jornais portenhos estampam manchetes com o desempenho do Apache, como ele é conhecido por lá, com a camisa do alvinegro paulista.No final de semana, o diário ?Olé? enviou um repórter para acompanhar a partida de sábado passado contra o Paraná, em que Carlitos marcou seu 13º gol no Brasileirão. ?Aqui, Carlitos joga como gosta?, escreveu o jornalista. Segundo ele, ?o Tevez que se deixa ver é muito diferente daquele que pisava o gramado da Bombonera (estádio do Boca) e que veste a camisa da seleção. Ele se parece mais com o goleador dos Jogos Olímpicos.?Mais adiante, o jornal assinala que Carlitos ?não tem outra responsabilidade que não seja atacar?. Isto é, segundo a reportagem, ?o segredo de suportar a quantidade de partidas? disputadas no Brasileiro. O texto também assinala o pedido do lateral Neto para ficar com a camisa 10 de Tevez. ?Pedi porque ele será uma figura mundial?, diz Neto aos argentinos. A reportagem termina em tom de lamentação: ?Aí vai Tevez, o Tevez que não vemos?.Na entrevista exclusiva ao ?Olé?, Carlitos diz que está muito feliz no Brasil e sente-se em casa no Corinthians por causa da torcida, muito parecida com a do Boca Juniors. ?É pobre, sem recursos e muito carinhosa. E faz qualquer coisa para ver seu ídolo?, afirma o atacante. O repórter diz que ele é tratado em São Paulo como se fosse Maradona. Tevez ri. ?Tem gente na rua que já me disse estar em dúvida sobre torcer para Argentina na Copa do Mundo?, diz.O jogador também faz comparações entre as duas principais escolas do futebol mundial. ?Aqui (Brasil) há muita qualidade, (o futebol) é mais técnico e lento. E na Argentina é mais rápido, e pensado taticamente?, diz Carlitos. Ele também diz que apanha mais no Corinthians do que no Boca. ?Mas tenho que reconhecer que os árbitros estão se portando bem comigo?.Só reclamou do calendário e das concentrações. ?Tem uma hora em que estressa?, diz. Sobre Antonio Lopes, foi só elogios. ?Me deu respaldo e me chama de Gringo. É o único que faz isso e veio me perguntar se eu me incomodava?.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2005 | 09h03

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