Hélio Torchi/AE
Hélio Torchi/AE

Desempenho do Palmeiras é pior do que no ano do rebaixamento

Campanha da equipe no Brasileiro apresenta números inferiores aos atingidos em 2002, ano da primeira queda

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2012 | 10h23

SÃO PAULO - Em uma crise que parece sem fim, o Palmeiras luta contra o desespero e a desconfiança de seus torcedores, mas também contra os números. As estatísticas mostraram que as chances da equipe escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro diminuem a cada rodada, tanto que o desempenho da equipe no Nacional nesta temporada é pior do que a campanha do time em 2002, ano que caiu para a Série B.

Em 2002, a primeira fase do Brasileiro foi disputada em turno único. O Palmeiras fez 25 jogos, sendo seis vitórias, nove empates e dez derrotas, somando 27 pontos. O time ficou em 24º, no campeonato que tinha 26 times. No total, o aproveitamento de pontos foi de 36%. Neste ano, em 25 jogos a equipe alviverde soma 20 pontos. Foram cinco vitórias, cinco empates e 15 derrotas, o que dá um aproveitamento de 26,6%.

A quantidade de gols feitos também é inferior nesta temporada. Em 2002, o time fez 37, uma média de 1,48 gols por jogo. Neste ano, foram 22 gols, média de 0,88 por jogo.

O único retrospecto favorável nesta temporada em comparação ao de 2002 é o número de gols sofridos. Foram 46 naquele ano, uma média de 1,84 por jogo. Neste Brasileiro o time levou 35 gols, média de 1,4 por jogo.

O artilheiro do Palmeiras em 2002 foi o lateral-direito Arce, com nove gols, que se destacava pelo bom aproveitamento na bola parada. No Brasileiro deste ano, o status de artilheiro cabe a Barcos, autor de sete gols no Nacional.

O pressionado elenco palmeirense está de folga nesta segunda-feira e a reapresentação do elenco acontece na terça-feira, as 15h30, na Academia de Futebol. O time só volta a campo no sábado, para enfrentar o Figueirense, em Santa Catarina.

Revoltados, torcedores palmeirenses protestaram bastante no Pacaembu e chegaram a depredar um restaurante do vice-presidente de futebol, Roberto Frizzo, e picharam a porta da loja oficial do clube.

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