Desempenho em casa é trunfo corintiano na Copa Libertadores

Em 22 jogos disputados no estádio em Itaquera, a equipe só perdeu um, justamente na estreia, e vem de sete vitórias seguidas

PAULO FAVERO, O Estado de S. Paulo

17 de fevereiro de 2015 | 07h00

Os números do Corinthians no Itaquerão são impressionantes. Em 22 jogos no estádio, a equipe só perdeu um, justamente na estreia, e vem de sete vitórias seguidas. A média de público é superior a 30 mil pessoas por jogo e é desta forma que o time vai receber amanhã o São Paulo pela Libertadores (veja mais no infográfico ao final da matéria).

Quando foi construída, a arena foi planejada para favorecer o Corinthians contra seus rivais. E parece que isso tem surtido efeito. Jogadores e até o presidente Roberto de Andrade falam sobre o fator campo que tanto tem ajudado a equipe. "É um estádio que intimida um pouco o adversário", garante o dirigente.

Um dos fatores que tornar a Arena Corinthians um caldeirão é a proximidade do torcedor com o campo. A cobertura também foi feita de um jeito que concentra o barulho da massa e amplifica o som. Isso dá a impressão de que existem mais torcedores nas arquibancadas do que a quantidade real. "Não é fácil jogar aqui", admite o atacante Isaac, do Botafogo, que atuou no sábado diante do Corinthians.

Como a expectativa é de recorde de público na partida pela Libertadores, serão mais de 40 mil vozes gritando pelo Corinthians, contra apenas 1.500 são-paulinos. "O gramado ficou muito bom, o torcedor fica perto e nós só jogamos com estádio lotado. Nossa equipe está adaptada e é um estádio que nos ajuda bastante", diz o meia Danilo, ciente de que o visitante sofre. "Os adversários que vêm, que não conhecem o estádio ainda, sentem um pouco. É a nossa casa."

O jogador é o mais cotado para entrar na vaga do suspenso Guerrero. Ontem, no treinamento da equipe, o técnico Tite testou o atleta no ataque, no lugar do peruano. Depois, na segunda parte da atividade, colocou o recém-contratado Vagner Love na função, mas ainda não bateu o martelo em quem entra no time.

"A gente tem de estar sempre preparado. Não está nada definido, mas se o Tite optar por mim vou estar à disposição para ajudar", continua o meia, que sabe que disputa a vaga com um atleta de características diferentes. "O time ganha por um lado e perde por outro. Eu sou um jogador de mais movimentação e posse de bola, já o Vagner é um atacante de definição", explica.

Danilo costuma se dar bem diante do São Paulo. Em 17 jogos, ele conquistou oito vitórias e quatro empates. Além disso, balançou as redes cinco vezes contra o rival. "Eu jogo da mesma forma todas as partidas. Acho que é coisa de Deus, que vem em abençoando nesses momentos decisivos. Se tiver oportunidade, vou fazer de tudo para fazer o gol", avisa.

Na vez anterior que o São Paulo esteve no estádio, a primeira e única, perdeu por 3 a 2. O lateral-esquerdo Fábio Santos fez dois gols e foi herói da partida. "Historicamente, sempre foi difícil ganhar do Corinthians dentro de casa. A gente gosta de vencer, quer vencer e temos feito por merecer isso. Acho que nossa força está na maneira como encaramos todos os jogos", diz.

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