David Fernandez|EFE
David Fernandez|EFE

Desesperada, Argentina aposta em Messi contra carrascos chilenos

Se eliminatórias terminassem agora, equipe disputaria vaga na Copa na repescagem

O Estado de S.Paulo

22 de março de 2017 | 11h56

A chegada de Messi à concentração da seleção argentina, nesta terça-feira, renovou a confiança e as esperanças dos torcedores para o jogo desta quinta-feira, diante do Chile, pelas Eliminatórias Sul-Americanas, em Buenos Aires. Depois de chegar às 5h (de Brasília) ao hotel em Buenos Aires, o atacante do Barcelona participou normalmente das atividades da manhã e da tarde comandandas pelo treinador Edgardo Bauza. Nesta quarta-feira, estará em campo novamente no último treino antes do jogo decisivo.

Messi carrega o peso de tirar a Argentina de uma incômoda situação. A equipe de Edgardo Bauza está em quinto lugar, com 19 pontos. Se as eliminatórias terminassem hoje, teriam de disputar a vaga na Copa da Rússia na repescagem com uma seleção da Oceania, provavelmente. Os argentinos têm um ponto um a menos que o próprio Chile, que ocupa o último lugar com vaga direta à Copa do Mundo. Quem perder, portanto, vai se afastar da Copa do Mundo, faltando cinco rodadas para o fim do torneio. "A partida contra o Chile é um jogo-chave. Se avançamos, teremos tudo encaminhado para ir ao Mundial, ", diz o técnico Edgardo Bauza.

O retrospecto explica a importância de Messi para a seleção argentina. Com ele em campo, o time ganhou quatro de cinco partidas; sem ele, foram apenas dois triunfos em oito encontros nas eliminatórias.

Os 60 mil ingressos para o jogo no Monumental de Buenos Aires estão esgotados. Existe grande expectativa para o jogo, que pode ser um "acerto de contas". Os chilenos foram os carrascos de Messi nas duas últimas edições da Copa América, estendendo o jejum de 24 anos dos argentinos sem uma conquista. O baque foi tão grande que Messi chegou a anunciar que não jogaria mais na seleção. Voltou atrás depois de grande clamor popular e da mudança da comissão técnica. O Chile, por sua vez, está em ascensão e ganhou 7 dos últimos 9 pontos disputados nas eliminatórias. O problema dos chilenos em Buenos Aires é a falta de peças estratégicas: Arturo Vidal está suspenso; Marcelo Díaz e Gary Medel, lesionados.

No último jogo das eliminatórias, Messi mostrou o que pode fazer. Com uma atuação perfeita, fez um gol de falta e deu duas assistências na vitória sobre a Colômbia por 3 a 0.

No treino de terça-feira, a equipe estava praticamente completa, inclusive com os atletas que atuam na Europa, como Mascherano e Enzo Perez. A única ausência foi Paulo Dybala, com um problema muscular, que deu lugar a Sergio Agüero. Zabaleta foi cortado por lesão. Depois do jogo-chave contra o Chile, os argentinos enfrentam a Bolívia, na altitude de 3650 metros acima do nível do mar de La Paz. 

 

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