CBF/Divulgação
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Desfalcada de Marta, seleção feminina desafia longo jejum em estreia no Mundial

Meia-atacante não se recupera 100% e não sairá do banco na partida contra a Jamaica, às 10h30 (de Brasília)

Rafael Franco, Estadão Conteúdo

09 de junho de 2019 | 04h30

Após amargar o corte de três jogadoras por motivo de lesão e ainda sem poder contar com Marta na sua estreia na Copa do Mundo, a seleção brasileira feminina enfrenta a Jamaica neste domingo, às 10h30 (horário de Brasília), em Grenoble, na França, para buscar uma vitória que é considerada fundamental. Embora o duelo seja ainda pela primeira rodada do Grupo C, o Brasil tem o desafio de encerrar longo jejum, pois não vence uma partida desde 29 de julho do ano passado, quando superou o Japão por 2 a 1, em amistoso na Inglaterra.

Depois disso, a equipe comandada por Vadão entrou em uma terrível sequência de nove derrotas, a última delas para a Escócia, em 8 de abril. Nesta série negativa, sofreu 18 gols.

Sob forte desconfiança, a seleção apostou em um período de preparação em Portugal para pode chegar forte ao Mundial, mas vem enfrentando vários problemas. O último deles foi o corte da zagueiro Érika, que se machucou em treino na quinta-feira após ficar 16 dias se recuperando de outra lesão. Vadão convocou Daiane, do Paris Saint-Germain, como substituta de última hora.

Antes, o treinador perdeu a atacante Adriana, que rompeu o ligamento cruzado do joelho, e a lateral-direita Fabiana, com lesão na coxa. Para os seus lugares, ele chamou a meia Luana e a ala Poliana.

Além disso, Marta ainda não está recuperada de uma lesão muscular na coxa esquerda e será desfalque do Brasil. Vadão que a craque poderá estar presente no banco de reservas, mas não tem nenhuma chance de jogar.

Sem poder contar com Marta, eleita por seis vezes a melhor jogadora do mundo, Vadão afirmou que o ataque será formado por Bia Zaneratto e Cristiane, que aos 34 anos joga o seu sexto Mundial, tenta voltar a brilhar como em 2007, quando marcou cinco gols na campanha do vice-campeonato, o melhor resultado da seleção na história do torneio. "Vai ser a última Copa para mim, não sei se para a Marta. Mas temos de tentar contribuir enquanto estamos aqui. Será nossa última busca pelo sonho", prevê a jogadora.

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