Alexandre Vidal/Flamengo
Alexandre Vidal/Flamengo

Desfalcado, Flamengo aposta em Maracanã lotado para reverter vantagem do Emelec

No confronto de ida do mata-mata, o time equatoriano fez valer o fator campo ganhou por 2 a 0

Redação, Estadão Conteúdo

31 de julho de 2019 | 07h36

Cheio de desfalques motivados por lesões, o Flamengo entra em campo nesta quarta-feira, às 21h30, contra o Emelec, apostando em sua força no Maracanã lotado por mais de 60 mil torcedores para reverter a vantagem do Emelec nas oitavas de final da Copa Libertadores.

No confronto de ida do mata-mata, realizado na semana passada, o time equatoriano fez valer o fator campo ao vencer por 2 a 0. Com isso, a equipe carioca precisará conquistar um triunfo por três ou mais gols de diferença para ir às quartas de final.

Nesta partida disputada em Guayaquil, o rubro-negro ainda lamentou a grave lesão sofrida pelo meia Diego, que fraturou o tornozelo esquerdo, precisou ser operado e ficará pelo menos quatro meses afastado dos gramados. Para completar, no último domingo o zagueiro Rodrigo Caio e o atacante Lincoln tiveram lesões musculares durante a vitória por 3 a 2 sobre o Botafogo, pelo Brasileirão, e também foram confirmados como baixas da equipe comandada por Jorge Jesus.

O atacante Vitinho, submetido a uma cirurgia no joelho recentemente, e o zagueiro Léo Duarte, que acaba de ser negociado com o Milan, são outros jogadores que deixaram de ficar à disposição do treinador português. Em compensação, ele deverá contar com os retornos dos meio-campistas Everton Ribeiro e Arrascaeta, recuperados de lesões.

Os dois jogadores treinaram sem restrições na tarde desta terça-feira, mas ainda não se sabe se serão escalados como titulares. A tendência é a de que Jesus opte por uma formação ofensiva, pois a sua equipe precisa vencer por pelo menos três gols de diferença. Com isso, existe a possibilidade de Willian Arão ser sacado do meio-campo e o time contar com apenas um volante no setor.

Ao projetar o duelo nesta terça-feira, o lateral-direito Rafinha revelou se inspirar em grandes reações obtidas pelo Bayern de Munique, seu ex-clube, na Liga dos Campeões, assim como qualificou a missão flamenguista como plenamente possível de ser cumprida.

"Já vivi muitas situações como essa contra o Porto e Juventus. Várias situações dessas e graças a Deus sempre positivas. Nesta quarta não vamos precisar de nenhum milagre, nossa equipe é boa. Todos os jogos desde que cheguei a equipe cria no mínimo três ou quatro chances de gol. Tenho certeza de que nesta quarta a bola vai entrar, o pensamento tem de ser esse", disse o jogador, em entrevista coletiva.

E ele exaltou o peso que este confronto tem para o Flamengo, que tenta ir às quartas de final para conter um nova crise, que foi abafada com a vitória sobre o Botafogo no último domingo. "É uma decisão, um jogo que pode definir nossa situação na competição, classificar para a próxima fase. Estamos encarando como uma decisão, é o jogo mais importante que a gente tem nessa temporada. Precisamos reverter o placar. Contamos com o apoio da nação (rubro-negra)", ressaltou.

Campeão da Libertadores em 1981, o Flamengo não avança às quartas de final do torneio continental desde 2010, quando foi eliminado nesta fase da competição pela Universidad de Chile. Para voltar a disputar este estágio do torneio, o clube aposta no faro artilheiro de Gabriel, maior goleador da equipe na temporada, com 20 bolas na rede. E aposta ainda mais no forte apoio de sua torcida - todos os 60.500 ingressos colocados à venda para o confronto se esgotaram no início desta semana.

Pelo lado do Emelec, o técnico espanhol Ismael Rescalvo não terá o defensor argentino Leandro Vega, que está suspenso e será substituído por Vega. Já o meio-campista Bryan Cabezas, com um problema muscular, é dúvida.

O comandante admite o favoritismo rubro-negro pela própria diferença imensa de investimento entre um clube e outro, mas ele está confiante na classificação do seu time às quartas de final. "Sabemos que o orçamento do Flamengo é muito superior ao do Emelec, somos conscientes. Mas, dentro do campo, todos têm duas pernas e dois braços. Eles não são extraterrestres. Viemos com essa convicção, de fazer um grande jogo", disse Rescalvo.

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