Desfibrilador é tema de discurso no Senado

O médico e senador Tião Viana (PT-AC) lamentou nesta quinta-feira, em discurso no plenário do Senado, a morte do jogador Serginho, do São Caetano, reclamando da não aprovação do seu projeto que determina a oferta do desfibrilador em locais de grande concentração populacional. O equipamento reativa o coração com descarga elétrica e, segundo a proposta do senador, teria que ser oferecido em locais como terminais, estádios e em viaturas policiais de resgate e ambulâncias. O projeto, já aprovado no Senado, está parado na Câmara. "Infelizmente, a atenção à saúde pública no país é muito escassa", reclamou. Além da oferta do desfibrilador, o projeto determina a presença de pessoal treinada para o uso do equipamento e de procedimentos de ressuscitação cardiopulmonar. Viana lembra, ao defender seu projeto, que doenças do coração são a primeira causa da morte no país: 38% das mortes de homens e 29% das mortes das mulheres. "Quando se utiliza um aparelho desfibrilador no primeiro minuto, revertendo o quadro com choque elétrico, a sobrevida chega a 85%", alerta o senador. "A evolução da tecnologia permite a existência no mercado de aparelhos semi-automáticos, pequenos, leves e de fácil manuseio, projetados para serem usados por não-médicos", argumenta. Viana lembra ainda que a existência do equipamento em aeroportos reduziu a taxa de mortalidade de 98% para 44%.

Agencia Estado,

28 de outubro de 2004 | 17h42

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