Abedin Taherkanareh/EFE
Abedin Taherkanareh/EFE

Desinteressadas, França e Dinamarca fazem primeiro 0 a 0 da Copa e se classificam

Com empate, as duas seleções europeias avançam juntas no Grupo C às oitavas de final da Copa do Mundo

Glauco de Pierri, enviado especial / Moscou, O Estado de S.Paulo

26 Junho 2018 | 12h59

O pior jogo da Copa do Mundo de 2018 foi disputado nesta terça-feira, no estádio Luzhniki, em Moscou. Desinteressadas, as seleções de Dinamarca e França fizeram um jogo feio, de trocas de bola sem objetividade e cujo empate em 0 a 0, além de frustrar os mais de 78 mil torcedores que foram ao jogo, serviu para classificar as duas equipes para as oitavas de final do Mundial. 

+ LANCES: França x Dinamarca

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As duas seleções, (principalmente a França, já que a seleção é considerada um dos melhores elencos da Copa e antes do início do Mundial era apontada com uma das grandes favoritas), perderam a chance de embalar para a segunda fase, de mostrar um futebol vistoso ao seu torcedor. Mas mesmo quem perdesse a partida sairia de campo classificado já que, no outro jogo da chave, o Peru venceu a Austrália por 2 a 0. 

A seleção da França entrou em campo desfalcada da de alguns dos seus principais jogadores, entre eles o goleiro Hugo Lloris, os zagueiros Samuel Umtiti e Benjamin Pavard, os meias Paul Pogba e Blaise Matuidi e aind o atacante Kylian Mbappe. Pogba e Matuidi estavam pendurados com um cartão amarelo e o treinador Didier Deschamps resolveu deixá-los na reserva, de olho na partida das oitavas de final do Mundial da Rússia. Os outros foram poupados para recuperar as condições físicas ideais. 

 

 

Em campo, o que se viu foi um primeiro tempo arrastado, sem quase nenhuma chance de gol para Dinamarca ou para a França, mas de muita festa para a torcida, que se empolgou logo no começo na hora da ola - havia muitos brasileiros no estádio, já que a seleção joga nesta quarta-feira em Moscou, contra a Sérvia, no estádio do Spartak. O primeiro lance mais agudo surgiu aos 14 minutos, quando Giroud finalizou para defesa segura de Schmeichel.

Perto dos 30 da primeira etapa, a França tinha cerca de 65% de posse de bola, contra apenas 35% da Dinamarca, que recuada, parecia estar muito satisfeita com o empate sem gols. Aos 33, foi a vez de Dembele tentar chegar ao gol. Ele recebeu passe da meia direita, deu um drible em Delaney e chutou firme, mas a bola passou ao lado da trave direita do goleiro dinamarquês.

Quem apareceu no fim da primeira etapa foi o trio de arbitragem brasileiro que comandava a partida - o árbitro Sandro Meira Ricci e os auxiliares Emerson de Carvalho e Marcelo Van Gasse irritaram os torcedores. Primeiro, aos 43, Lemar lançou Griezmann, em impedimento, na área. Antes de Van Gasse assinalar a marcação, o atacante girou e chutou por cima e só ai o bandeirinha assinalou a irregularidade. 

Depois, aos 47, Griezmann partiu em velocidade em contra-ataque e sofreu falta dura de Mathias Jorgensen, que levou cartão amarelo. A falta poderia levar perigo ao gol dinamarquês. Poderia, porque Sandro Meira Ricci apitou o final do primeiro tempo e levou uma gigantesca vaia no estádio Luzhniki. 

Com a vitória parcial da seleção do Peru sobre a Austrália, nem mesmo uma derrota eliminaria a Dinamarca. Isso parece ter feito a seleção se soltar um pouco mais. Sem se descuidar da marcação forte, os dinamarqueses subiram mais ao ataque no começo da segunda etapa e criaram boas chances. 

A primeira surgiu aos 9, quando Eriksen arriscou cobrança de falta de longe. O chute foi forte, mas no meio do gol. O goleiro Mandanda bateu roupa e quase o atacante Cornelius chegou para abrir o placar para a seleção da Escandinávia.

A troca de passes sem o menor objetivo da seleção francesa passou a irritar a torcida russa, que passou automaticamente a apoiar a Dinamarca, que criou mais uma boa oportunidade, quando Larsen ajeitou para Eriksen, que chutou torto, à direita do goleiro francês.

Sem nenhuma objetividade, a França continuava sem a menor inspiração e dependia de jogadas individuais para assustar o goleiro Schmeichel. Uma delas apareceu aos 25 minutos, quando Nabil Fekir, que havia acabado de entrar, carregou do meio-campo e na entrada da área arriscou de esquerda - a bola passou raspando a trave direita. 

O jogo está bem fraco e para tentar alguma coisa que desse a vitória ao time, o técnico Didier Deschamps mandou a campo Kylian Mbappe. A entrada de um dos astros do Paris Saint-Germain até rendeu alguns aplausos, mas as vaias para o jogo que se arrastava eram maiores. A última chance da partida, e talvez a maior do jogo, surgiu aos 37 minutos, quando Fekir recebeu de Mbappe e bateu forte, para a primeira, única e última grande defesa de Schmeichel na partida. Fim de jogo e muitas vaias para Dinamarca e França.

 

FICHA TÉCNICA:

DINAMARCA 0 X 0 FRANÇA

DINAMARCA: Schmeichel; Daalsgard, Kjaer, Christensen e Stryger Larsen; Delaney (Lerager), Mathias Jorgensen e Eriksen; Sisto (Fischer), Braithwaite e Cornelius (Dolberg). Técnico: Age Hareide.

FRANÇA: Mandanda; Sidibé, Varane, Kimpempe e Lucas Hernandez (Mendy); Kanté, Nzonzi, Lemar, Dembélé (Mbappe) e Griezmann (Fekir); Giroud. Técnico: Didier Deschamps.

JUIZ: Sandro Meira Ricci (Brasil)

CARTÕES AMARELOS: Mathias Jorgensen

PÚBLICO: 78.011 torcedores.

LOCAL: Estádio Luzhniki, em Moscou.

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