Epitácio Pessoa|Estadão
Camacho interessa ao Corinthians Epitácio Pessoa|Estadão

Desmanche já chegou ao Osasco Audax: veja quem mais vai sair

Tchê Tchê acerta com o Palmeiras por três anos, e Camacho e Bruno Paulo interessam ao Corinthians

CIRO CAMPOS E VÍTOR MARQUES, O ESTADO DE S.PAULO

29 de abril de 2016 | 07h00

A surpreendente campanha do Osasco Audax no Campeonato Paulista dará uma guinada na carreira de vários titulares do time do técnico Fernando Diniz. Tchê Tchê fechou com o Palmeiras nesta quarta-feira e outros clubes demonstram interesse em jogadores como Bruno Paulo e Camacho. Além disso, outros atletas, como Juninho e Mike, poderão retornar de empréstimo aos seus clubes com outro status e perspectiva.

O ex-jogador Vampeta, presidente do Audax, confirmou que seus jogadores devem trocar de time após os dois jogos contra o Santos na decisão do Estadual, nos dois próximos domingos. “A boa campanha fez com quem muitos jogadores já tenham sido procurados por outras equipes”, afirmou.

O meio-campista Tchê Tchê, que também joga na lateral, é o primeiro acertar com novo clube. Um dos destaques do time, fechou ontem contrato de três anos com o Palmeiras e será anunciado como reforço depois das finais do Paulista.

A diretoria do Osasco Audax até tentou ‘blindar’ os atletas do assédio, mas é uma tarefa muito difícil. Principalmente porque a maioria dos titulares tem contrato curto, que terminam logo após o fim do Paulista.

Alguns jogadores, como o goleiro Sidão e o atacante Mike, tinham contratos até o dia 30 e os acordos tiveram de ser prorrogado por um mês apenas para que pudessem atuar nos dois jogos da final. Ou seja: o desmanche do Audax já ocorreria mesmo se a campanha não tivesse sido acima do esperado. Isso acontece porque o calendário é ingrato para os clubes pequenos. O Audax, por exemplo, só estreia na Série D em junho. Ate lá o time será remontado.

Mas quem atuou na campanha do Paulistão só tem o que comemorar. “Tudo no Campeonato Paulista foi acontecendo aos poucos, e sempre foram coisas boas para mim e para o time. Se a gente não chegasse longe, nosso time não seria lembrado”, disse o meia Camacho, na mira do Corinthians.

Camacho não é único atleta que interessa ao clube do Parque São Jorge. Bruno Paulo e Tchê Tchê também entraram na mira do Alvinegro, cujos dirigentes têm boa relação com o presidente Vampeta, ex-jogador e ídolo do time.

O caso de Bruno Paulo só reforça o quanto a campanha do Audax pode influenciar no seu futuro. Revelado pelo Flamengo, o atacante de 26 anos já tinha assinado um pré-contrato com o Joinville, que disputa a Série B do Brasileiro. Porém, o jogador pode assinar com outro clube caso receba uma proposta mais vantajosa.

Para o meia Juninho a campanha do Audax poderá fazer com que ele seja aproveitado pelo Palmeiras, onde foi revelado nas categorias de base e com quem tem contrato. Ele havia sido emprestado, mas seu desempenho no Paulistão já chamou a atenção do técnico Cuca. 

O ‘assédio’ clubes tradicionais fez com que a diretoria levasse o time para uma semana de preparação em Sorocaba, em regime de concentração para o primeiro jogo da final.  “É até bom para a gente se concentrar e evitar o ‘oba-oba’ da torcida e da agitação. Temos que nos preparar para a decisão”, disse o meia Velicka. Na mesma cidade a equipe também se refugiou antes de enfrentar o São Paulo e o Corinthians.

Até mesmo o treinador Fernando Diniz, cujo contrato termina após o Paulistão, deve trocar de clube. No ano passado ele deixou o time ao fim do Estadual para dirigir o Paraná na Série B do Brasileiro.

ABISMO FINANCEIRO

Para os clubes grandes, é muito mais fácil contratar jogadores do Osasco Audax ou de outros times pequenos porque o poder de investimento é maior. Por exemplo: nenhum jogador do time de Osasco recebe mais de R$ 20 mil por mês – a maioria ganha menos da metade e só chega ao teto salarial se cumprir metas de produtividade. A folha de pagamento é de R$ 350 mil.

O Corinthians gasta por mês 20 vezes mais que o Audax com o elenco. A folha salarial do Alvinegro é de R$ 7 milhões, e um bom número de atletas recebe entre R$ 300 mil e R$ 500 mil.

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Torcida do Osasco Audax será, enfim, maioria na decisão

Time teve a minoria no estádio no Estadual mesmo como mandante

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

29 de abril de 2016 | 07h00

A primeira partida da final do Campeonato Paulista, no domingo, em Osasco, vai dar ao time local a rara oportunidade de jogar com a maior parte da torcida a favor. Segundo os jogadores do Osasco Audax, nas partidas anteriores em casa contra os grandes, quem estavam em maior número eram os visitantes.

"Agora as coisas mudaram. Todo mundo começou a nos priorizar. Antes era só voltado para os times grandes. A cidade está do nosso lado. Vamos ter que agradecer ganhando o jogo", afirmou o atacante Ytalo. A carga total de ingressos para a final contra o Santos é de 12 mil, dos quais 7,9 mil se destinam ao Osasco Audax. As entradas já estão esgotadas.

A cidade da região metropolitana tem muitos torcedores de Corinthians, Palmeiras e São Paulo, que devem adotar o apoio pelo Osasco Audax na decisão, segundo estimativa da diretoria. Durante a campanha, o clube teve a oportunidade de receber no estádio José Liberatti o Corinthians e o Palmeiras na primeira fase, mais o São Paulo nas quartas de final. Nas três ocasiões, a torcida local foi minoria, mas as partidas representaram para o Osasco Audax as maiores arrecadações de bilheteria.

Em nove jogos como mandante, em três, o clube teve prejuízo, incluindo uma dos piores públicos da competição, com 603 pagantes na vitória por 3 a 2 sobre o Red Bull Brasil, na tarde da quarta-feira de Cinzas.

"A final será excelente para a cidade, e para nós também. Todo mundo gosta de jogar com o estádio cheio. Como nós conhecemos o campo, temos vantagem", disse o meia Camacho.

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