Desmanche no Botafogo é inevitável

Orgulhoso pelo título de vice-campeão paulista, o Botafogo de Ribeirão Preto vive um momento ao mesmo tempo de alegria e apreensão. Os principais jogadores estão sendo assediados por empresários que se dizem representantes de times do Brasil e do exterior. Se as propostas se concretizarem, o clube não tem como segurá-los.O contrato do técnico Lori Sandri com o Botafogo termina em 30 de junho. Ele confirmou ter sido sondado por Guarani, Gama e Botafogo, do Rio. Sandri diz-se grato ao clube de Ribeirão Preto, mas avisa: a primeira condição para conversar sobre sua permanência é a manutenção da atual base da equipe. Com um time enfraquecido, tem receio que o clube não consiga se manter na primeira divisão do Campeonato Brasileiro. "Se for quebrado o trabalho que foi feito até agora, ficará difícil. É como diz o ditado: o raio não cai duas vezes no mesmo lugar", alerta.O goleiro Doni, o zagueiro Chris, os meio-campistas Luciano Ratinho e Douglas e o atacante Leandro são jogadores que despertaram interesse em outros clubes. O presidente Ricardo Christiano Ribeiro não esconde. Se receber boas propostas, venderá os passes. E está ansioso por recebê-las. "Por enquanto, há muita conversa e pouca ação", afirma.Sua preocupação é conseguir dinheiro para que o time dispute o Brasileiro. O Botafogo tem dívidas de cerca de R$ 20 milhões. O R$ 1 milhão que a Federação Paulista de Futebol pagará como prêmio pelo vice-campeonato paulista não resolve o problema. "Não temos cota de TV garantida e teremos de viajar para várias partes do País pagando passagens aéreas e hospedagem. Precisamos de dinheiro para isso." Os jogadores, satisfeitos com o vice-campeonato paulista, terão 15 dias de férias. O atacante Leandro, que tem contrato com o clube até 31 de dezembro, resumiu o espírito dos atletas. "Jogamos de igual para igual com o Corinthians. E entramos para a história do clube."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.