Hélvio Romero/Estadão
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Desmonte do campeão

É impossível suportar tantas baixas por tanto tempo. Tempos sombrios à vista

Mauro Cezar Pereira, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2018 | 04h00

Desmanche após desmanche. Quem resiste a tantas baixas? Desde 2015 o Corinthians convive com sérias dificuldades financeiras e a consequente saída de jogadores. Mesmo assim ganhou duas vezes o Brasileiro e dois Paulistas. Mas é impossível suportar tantas baixas por tanto tempo. O jornalista Rodrigo Vessoni, do site “Meu Timão”, contabiliza as baixas acumuladas nos três últimos anos. Só nesse período de pós-Copa, o torcedor já se viu sem quatro.

Deixaram o Corinthians em 2018 Rodriguinho (Pyramds, do Egito), Maycon (Shakhtar Donetsk, Ucrânia), Balbuena (West Ham, Inglaterra), Sidcley (Dinamo de Kiev, Ucrânia). No ano passado saíram Guilherme Arana (Sevilla, Espannha), Jô (Nagoya Grampus, Japão), Léo Jabá (Akhmat Grozny, Rússia) e Uendel (Internacional). 

Em 2016 foram embora Gil (Shandong Luneng, China), Malcom (Bordeaux, França), Renato Augusto (Beijing Guoan, China), Jadson (Tianjin Quanjian, China), Felipe (Porto, Portugal), Bruno Henrique (Palermo, Itália), Alexandre Pato (Villarreal, Espanha), Elias (Sporting, Portugal), Matheus Pereira (Juventus, Itália), Vágner Love (Monaco, França), Ralf (Beijing Guoan, China), Luciano (Leganês, Espanha) e André (Sporting, Portugal).

No ano de 2015 saíram Fábio Santos (Cruz Azul, México), Lodeiro (Boca Juniors, Argentina), Petros (Bétis, Espanha), Matheus Cassini (Palermo, Itália), Guerrero e Sheik (Flamengo). Muitos se mandaram por multas rescisórias baixas, devido a acordos calçados em dívidas com esses jogadores. Outros sem gerar receita alguma, pela mesma razão. 

E não foi só. Houve debandada para a seleção brasileira em 2016: Edu Gaspar, gerente, Tite, técnico, Cleber Xavier, Sylvinho,e Matheus Bachi, auxiliares; Fábio Mahseredjian e Ricardo Rosa, preparadores físicos; e Fernando Lázaro, analista de desempenho. Já o fisioterapeuta Bruno Mazziotti foi trabalhar na China.

Recentemente, a Arábia Saudita atraiu o técnico Fábio Carille, Walmir Cruz, preparador físico, Leandro Silva e Mauro da Silva, auxiliares; Mauri Lima, preparador de goleiro, e Denis Luup, analista de desempenho. Da mesma função, rumaram para o São Paulo Raony Thadeu e Luiz Felipe Batista, com Uendel Macedo indo para o Vitória, e Junseok Lee deixando o país, como os jogadores Kazim (Lobos BUAP, México) e Léo Príncipe (Le Havre, França).

Ao todo 29 atletas desligados em cerca de 36 meses. Rápidas reconstruções resultaram em títulos. Mas até quando? A queda técnica não deve ser atribuída apenas à mudança de treinador. Sim, porque quando Carille se mandou para o Al Wehda, Osmar Loss herdou o cargo e a chegada de nomes com qualidade inferior. 

Em seus 10 últimos compromissos, o Corinthians venceu dois, perdeu cinco e empatou três. De 30 pontos, só conquistou nove. O time que na quinta rodada era um dos líderes do Brasileiro, se aproxima do meio da tabela de classificação. 

O placar de 3 a 1 sábado à noite foi mera consequência, mesmo com o São Paulo sem Jucilei e Éverton. A derrota parecia oficializar a queda de um Corinthians mergulhado em dívidas e que resistiu enquanto pôde. Tempos sombrios à vista. 

São Paulo

No pós-Copa, duas vitorias marcantes, sobre o líder, Flamengo e em cima rival alvinegro. Já são quatro triunfos consecutivos. Quinta-feira visita o Grêmio, derrotado pelo Vasco com 10 homens.

Palmeiras

O roteiro dos 3 a 2 sobre o Atlético não esconde o fato de, duas vezes no mesmo jogo, ter cedido o placar, como nos empates ante Botafogo, Ceará, Flamengo e Santos, e na derrota para o Sport.

 

 

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