Peter Powell/EFE
Peter Powell/EFE

Desolado, Hierro lamenta eliminação: 'Tínhamos ilusão de irmos muito mais longe'

Treinador viu Espanha cair nas oitavas de final do Mundial, contra a Rússia

Glauco de Pierri, enviado especial / Moscou, O Estado de S.Paulo

01 Julho 2018 | 16h02

Fernando Hierro, técnico da Espanha, estava desolado em sua entrevista coletiva após a sua seleção ter sido eliminada da Copa do Mundo da Rússia pelos anfitriões - após empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, os russos venceram na disputa de pênaltis por 4 a 3. "Lamentamos. Tínhamos a ilusão de irmos muito mais longe", afirmou.

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O técnico tentou explicar a decisão de começar o jogo com o meia Iniesta, um dos maiores jogadores da história do futebol do país, no banco de reservas. "Ele é um profissional exemplar. Falei que ele iria para o banco e o comportamento dele foi excelente. Sabíamos que o jogo poderia ser extenso, analisamos o nosso rival. A partir dos 25 do segundo tempo, a partida poderia precisar de um jogador como ele. Iniesta é um cara nota 10, um cara de grupo", elogiou o técnico, que recebeu uma enxurrada de perguntas contestando as suas decisões técnicas.

"Estamos todos lamentando esse resultado. Tínhamos a ilusão de seguir adiante. Não apenas nós, mas nossos milhões de torcedores também. A linha entre ganhar e perder é muito tênue no futebol e é assim a vida. Mas nos vestiários pudemos nos olhar no olho e vimos que não faltou companheirismo, esforço, identidade, entrega", disse o técnico.

Fernando Hierro rasgou elogios para o grupo de jogadores. "Sabíamos que seria um jogo difícil, complexo. Fizemos o primeiro gol, mas pecamos na segunda bola. Foram 15 jogadores que deixaram a vida em campo, mas infelizmente o resultado não veio. Sinceramente, não tenho nada a falar sobre eles. Treinaram como nunca tinha visto, um grupo muito bom. Tivemos muito mais posse de bola. Mas precisávamos ter mais efetividade. Fomos para a loteria dos pênaltis e a sorte não caiu para o nosso lado. A dor é grande".

 

O técnico afirmou que a Espanha vai se reerguer no cenário do futebol mundial. "São vários jogadores jovens chegando. Entre 2008 e 2012, ganhamos tudo o que podíamos, mas agora estamos em 2018. Mantivemos a posse de bola, como temos feito nos últimos anos. Tivemos mais posse de bola. As tendências técnicas e táticas vão mudando, umas voltam depois de certo tempo. Mudam mentalidade, opinião. Quando não ganhávamos nada, ninguém cobrava nada. Agora que não ganhamos tem a cobrança. Mas temos jovens valores, personalidade. Não vamos mudar nada, é uma característica de nosso futebol", finalizou.

 

 

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