Desolado, Marcos assume toda a culpa

Embora tenha sido poupado das críticas da torcida após a derrota humilhante desta quarta-feira para o Vitória por 7 a 2, o goleiro Marcos assumiu a responsabilidade pelo resultado. Já no final do primeiro tempo, reconheceu que suas falhas foram decisivas. Agora, só uma vitória por seis gols de diferença na partida de volta contra o time baiano, no dia 30, classifica o Palmeiras para as quartas-de-final da Copa do Brasil.Na análise do campeão do mundo, o time iniciou a partida com equilíbrio. "O Palmeiras até que começou bem a partida, foi à frente, mas eu tenho que admitir que falhei. Aliás, falhei três vezes. No lance do primeiro gol, a bola era totalmente defensável. E ainda cometi um pênalti absurdo para um goleiro da minha experiência minutos depois. Depois realmente ficou difícil. O time sentiu. Os outros jogadores olhavam para trás e se desesperavam. Mas não quero falar mal do meu time. O Vitória é um time rápido e aproveitou o fato de termos ficado quase 30 dias sem entrar em campo. Não jogamos nada, as imagens falam por si próprias. Estou cansado de tentar explicar o que está acontecendo".A vergonha e o desespero não se limitaram ao goleiro. Magrão demonstrou revolta principalmente com o zagueiro Gustavo, expulso aos 33 minutos do primeiro tempo após uma falta em Nádson. "Se já estava difícil com 11, com um a menos ficou ainda pior. Foi ridículo o que aconteceu".Em campo, o Palmeiras mostrou sua fragilidade. O time começou a partida buscando o gol, mas em apenas dez minutos já se notavam sinais claros de descontrole. Para piorar, Jair Picerni mostrou mais uma vez como não se deve armar um time. Diante de um adversário com três atacantes rápidos, escalou dois zagueiros lentos e apenas um volante defensivo. O resultado foi desastroso. Aos 10 minutos, Magrão perdeu a bola e no contra-ataque Nádson abriu o placar com a colaboração de Marcos após receber de Allann Delon. Marcos seis minutos depois, o goleiro enterrou definitivamente o time. Saiu de maneira estabanada do gol e cometeu um pênalti sobre Nádson. Zé Roberto cobrou e marcou.Os dois gols evidenciaram mais uma vez a revolta da torcida contra o presidente Mustafá Contursi. E entre gritos pedindo sua renúncia e ofensas a jogadores como Neném, Gustavo e Leonardo, o time baiano foi construindo a goleada histórica. Nádson ampliou para 3 a 0 aos 21.Quando Thiago Gentil diminuiu para 3 a 1 aos 39, pouca gente comemorou. O domínio do Vitória era claro e Nádson ampliou dois minutos depois após deixar Adãozinho sentado.O panorama do segundo tempo não mudou. Com o Parque Antártica praticamente vazio, o Palmeiras continuou sendo humilhado. Dudu marcou 5 a 1 a um minuto após driblar quatro adversários. A torcida começou a pedir olé, e aos 12 minutos o clima de tensão chegou ao ponto máximo quando dois torcedores entraram em campo.Oito minutos depois, Marcelo Heleno marcou o sexto após cobrança de escanteio. Correa diminuiu de falta aos 21. Quando o time baiano tocava a bola esperando o final da partida, uma furada de Marcos proporcionou ao Vitória, mais uma vez com Nádson.A diretoria não confirma mas o lateral-esquerdo Lúcio e o volante Élson, ambos do Ituano, podem chegar ao clube para a disputa da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.