Despedidas e técnico novo no Flamengo

A relação entre Flamengo e Julio Cesar, marcada por títulos e decepções, chegou ao fim. De boné azul, bermuda florida, camisa cinza e chinelo, o goleiro visitou nesta terça-feira a Gávea para se despedir do presidente Marcio Braga, além de doar 100 cestas básicas para os funcionários. Já o meia Felipe nem precisou ir à sede do clube para saber que não está nos planos do técnico Júlio César Leal, apresentado nesta terça-feira, para a temporada 2005. Ambos estão livres para acertar contrato com outro time.O novo treinador adotou um discurso otimista para 2005. Quer pelo menos cinco reforços de boa qualidade técnica para mesclar com os jovens valores revelados nas categorias de base da Gávea. "O Flamengo vai buscar jogadores que sejam técnicos, inteligentes, velozes e tenham raça, que é primordial no clube".Revelado nas categorias de base do clube, Julio Cesar demonstrou identidade com camisa rubro-negra. Seu contrato termina no próximo dia 31 de dezembro, mas não será renovado. Não por falta de interesse do Flamengo ou do próprio jogador. Uma proposta da Internazionale de Milão mexeu com a cabeça do goleiro da Seleção Brasileira, que deve oficializar sua contratação no início de janeiro de 2005.Mas, como o time do atacante Adriano atingiu o limite para a inscrição de atletas estrangeiros, não está descartada a possibilidade de um empréstimo de Julio Cesar para uma outra equipe brasileira até o meio da próxima temporada - período em que termina o Campeonato Italiano. "Saio com a cabeça erguida e deixo as portas abertas para retornar futuramente. Sei que meu ciclo de vida no clube não acabou. Sempre dei o melhor de mim", declarou Julio Cesar. "As chances de eu ir para o futebol europeu são muito grandes, mas ainda não assinei nada".Estopim - Quem também está de saída do Flamengo é o meia Felipe. Destaque da equipe no título do Carioca de 2004, Felipe não conseguiu repetir as boas atuações no Campeonato Brasileiro. Desandou a reclamar da diretoria rubro-negra por causa dos atrasos salariais e contabilizou um excessivo número de cartões amarelos e vermelhos no Nacional.O estopim ocorreu na goleada sobre o Cruzeiro, por 6 a 2, em Volta Redonda, que garantiu a permanência do clube na Primeira Divisão. Após marcar o último gol do jogo - um golaço, por sinal -, tirou a camisa rubro-negra, atirou-a no chão e fez gestos ofensivos à torcida. "Ele mostrou por atitudes que não vai continuar no Flamengo. Já escolheu o caminho dele", disse o vice-presidente de futebol, Gerson Biscotto, durante a apresentação do técnico Júlio César Leal na Gávea.

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