Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Destino de Marin pode ser definido nesta quarta, em Nova York

Advogados do cartola buscam novo prazo para depositar fiança

Thiago Mattos, correspondente em Nova York, e Jamil Chade, correspondente em Genebra, O Estado de S. Paulo

15 de dezembro de 2015 | 19h36

O destino do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, pode ser definido nesta quarta-feira em Nova York. O dirigente estará diante da Corte e seus advogados esperam obter do juiz um acordo para prorrogar o prazo para que possa fazer o depósito de sua fiança. Caso contrário, ele corre o risco de retornar para uma prisão.  

Os advogados de Marin discutirão a carta de crédito negada pelas autoridades americanas e revelada com exclusividade pelo Estado no último domingo. Preso em maio na Suíça a pedido dos EUA, Marin aceitou ser extraditado para Nova York, onde está em prisão domiciliar desde sua chegada na cidade, em 3 de novembro.

Embora a procuradoria dos EUA já tenha indicado que não aceitará prorrogar o prazo dado para que Marin consiga o dinheiro de sua fiança, estimada em US$ 15 milhões (R$ 58,15 milhões), os advogados de Marin esperam sair da audiência com uma resposta positiva à carta que mandaram ao juiz do caso, Raymond Dearie, pedindo uma nova data para o depósito.

Na carta, os advogados imploravam por um novo prazo para completar o depósito de US$ 2 milhões (R$ 7,75 milhões), alegando que estavam fazendo " tudo"  para conseguir o dinheiro. Segundo eles, o governo americano rejeitou o fato de que a carta de crédito tivesse sido concedida por um banco não-americano.

Marin, porém, não plenaja se pronunciar na audiência marcada para a tarde desta quarta-feira, 16, no Tribunal do Brooklyn, em Nova York. Em sua primeira ida à corte após ter se apresentado no mesmo local há pouco mais de um mês, Marin seguirá a orientação de seus advogados norte-americanos de não falar nada além do que lhe for perguntado.

Em seu apartamento com vista para a Quinta Avenida, em Manhattan, Marin está calmo e bem de saúde. Fontes ligadas ao processo garantem que o ex-presidente da CBF cumpre todas as exigências impostas pela justiça americana e está tranquilo com relação ao andamento de seu caso. Ele usa um bracelete eletrônico e sua porta é vigiada 24 horas por dia por seguranças, pago por ele mesmo. 

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