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Detido em escândalo da Fifa, Figueredo ganha direito a prisão domiciliar

Decisão da Justiça dos EUA leva em conta a saúde frágil do cartola

Estadão Conteúdo

21 de abril de 2016 | 22h57

Um dos cartolas da Fifa detidos em maio do ano passado, o uruguaio Eugenio Figueredo ganhou nesta quinta-feira o direito de ficar em prisão domiciliar, em Montevidéu. O ex-presidente da Conmebol foi denunciado pela Justiça dos Estados Unidos por lavagem de dinheiro, fraude e envolvimento em crime organizado.

Figueredo, de 84 anos, ganhou a permissão de ficar detido em casa por decisão da juiz Adriana de los Santos, com base em avaliação médica que recomendou a prisão domiciliar. A lei uruguaia permite que presos com mais de 70 anos de ida podem receber este benefício.

Para tomar esta decisão, a juíza levou em conta a frágil saúde do ex-dirigente, internado nas últimas duas semanas após ser submetido a uma cirurgia para remover um tumor. Por causa da operação recente, ele ainda precisa do auxílio de sondas e apresenta quadro de hipertensão.

Figueredo é um dos sete cartolas da Fifa que foram presos pela justiça suíça no dia 27 de maio, em Zurique, às vésperas da eleição presidencial da entidade. Todos, incluindo o ex-presidente da CBF José Maria Marin, são acusados de receber propinas para negociar contratos de transmissão de competições com empresas de marketing esportivo.

A maior parte dos acusados foi extraditada para os Estados Unidos, a pedido do Departamento de Justiça norte-americano. O uruguaio conseguiu obter o direito de ser extraditado para seu país.

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