Deu tudo errado para o Santos

Time de Neymar e Ganso faz um papelão na Vila

Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

29 de agosto de 2012 | 23h29

SÃO PAULO - As belas vitórias do Santos diante de dois dos seus principais rivais – Palmeiras e Corinthians –, que estufaram o peito dos santistas e os colocaram no caminho do G-4, viraram pó com a derrota para o Bahia por 3 a 1, de virada, na Vila Belmiro. Com o triunfo inesperado, os baianos saíram da zona de rebaixamento na estreia do técnico Jorginho.

O revés santista – o primeiro nas últimas cinco rodadas – jogou uma pá de terra nas pretensões imediatas do clube de se aproximar do grupo dos quatro melhores do Campeonato Brasileiro e o deixou em uma inexpressiva 11ª posição, com 26 pontos. Embora Paulo Henrique Ganso tenha sido considerado por torcedores santistas o principal culpado pelo vexame – ele foi chamado de “mercenário” –, o Santos mereceu perder por três fatores principais: excesso de confiança por enfrentar um rival que está lutando para não cair e por ter vencido os dois últimos clássicos; a excelente atuação do Bahia, que foi muito além da retranca e dos contra-ataques; e, por fim, a triste jornada da defesa, o calcanhar de Aquiles de uma equipe ainda desequilibrada em sua retaguarda.

Antes de fazer o primeiro gol, aos 14 minutos – uma excelente jogada de Neymar que André apenas completou –, o time alvinegro mostrou mais firulas do que objetividade. Um drible a mais aqui, uma jogada de efeito ali e as chances caíam por terra. Foi assim quando Ganso engrossou uma finalização dentro da área, sozinho, e quando André tentou uma cavadinha fora de hora. Parecia que o gol sairia num estalar de dedos.

O novo técnico do Bahia mostrou que vai manter a postura ofensiva da equipe, mesmo fora de casa. O Tricolor aceitou a troca de golpes apostando no poder de finalização de Souza e Zé Roberto. Faltava objetividade, no entanto. A bola rodava de um lado para o outro na frente da área do Santos, e só.

As grandes chances foram um chute de longe de Hélder, que fez balançar o travessão de Rafael, e um chute torto de Souza, dentro da área.

O terceiro – e decisivo – fator para a derrota deixou sua marca no início da etapa final. Os baianos aproveitaram os avanços de Juan e a atuação atabalhoada da dupla de zaga e construíram a virada com inteligência. Primeiro, com o atacante Souza, que ganhou de Durval dentro da área e empatou aos 14. Quatro minutos depois, no gol da virada, o goleiro Rafael colaborou e, mal posicionado, “aceitou” a falta cobrada por Neto.

O terceiro e humilhante tento baiano saiu após uma linha de passe, com arremate primoroso do meia Gabriel da entrada da área. Os dois times até pareciam ter trocado os uniformes: o Santos jogava como um visitante perto da degola e os baianos tocavam de pé em pé. A soma de todos esses erros foi demais para a torcida santista, que elegeu Ganso como único vilão.

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