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Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Cruzeiro confirma evolução, mas chance de acesso ainda é pequena; Veja as contas para o time subir

Clube mineiro está a nove pontos do G-4 e tem 20% de probabilidade de voltar à elite do futebol brasileiro, segundo matemáticos

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2020 | 10h56

A chegada do técnico Felipão ao Cruzeiro mudou as expectativas do clube. A 12 jogos do fim da Série B do Brasileiro, os seguidores do time mineiro, que estavam assustados com a possibilidade de cair para a Série C, voltaram a sonhar com o acesso à primeira divisão em 2021. Isso porque, no último sábado, a equipe mineira goleou o Brasil de Pelotas por 4 a 1 e diminuiu a distância do G-4 para nove pontos - três rodadas. Mas para que esse sonho possa se tornar realidade, o Cruzeiro não pode mais vacilar e a missão. A missão continua sendo complicada. O mês de dezembro será decisivo.

Hoje, o Cruzeiro soma 34 pontos e está a nove do Cuiabá, que abre o grupo dos quatro primeiros que garantem vaga na elite do futebol brasileiro no ano que vem. Se o time não tivesse perdido seis pontos em razão de uma punição imposta pela Fifa por mau pagamento, antes mesmo de o campeonato começar, a situação seria mais confortável. "Eu acredito. Deixei minha casa para assumir um projeto na Série B por acreditar em vocês. Espero que vocês também acreditem", disse Felipão em sua primeira conversa com os jogadores do elenco.

O acesso é possível, mas ainda improvável no momento. A possibilidade de voltar à Série A é de 20%, segundo o site Chance de Gol, que utiliza algoritmo para calcular as chances de vitória das equipes em cada um dos jogos restantes. Geralmente, as equipes precisam somar ao menos 60 pontos para subir à primeira divisão.

Isso ocorreu em quase todas as edições desde 2006, quando teve início o formado de pontos corridos. Apenas em 2007, o Vitória, quarto colocado, subiu com 59 pontos. Levando isso em conta, o Cruzeiro teria de vencer pelo menos nove dos 12 jogos que restam ao clube. Em 2019, o Atlético-GO, último dos quatro times a ascender à Série A do Brasileiro, conquistou 62 pontos.

Nas duas próximas rodadas, o Cruzeiro tem pela frente o CRB, 13º colocado, com 33 pontos, e o Vitória, 15º, com 32 . Ambos estão atrás do clube mineiro com menos de três pontos de diferença - CRB tem 1 e Vitória tem 2. Ou seja, perder esses duelos significa obrigatoriamente perder posições na tabela. Portanto, tropeçar nessas partidas está fora de cogitação.

Os jogos seguintes também serão importantes. Em dezembro, o Cruzeiro ainda pega o CSA, que ocupa o oitavo lugar com 38 pontos, o Avaí, nono colocado com 37, a Ponte Preta, que está em sexto com 40, e o Cuiabá, quarto com 43. Todos estão à frente do time mineiro. Portanto, são obstáculos a serem superados. Mais uma vez, nesse cenário, a vitória é o que mais interessa ao time de Felipão.

A reta final será mais tranquila. O clube tem um adversário considerado "cascudo" - o Sampaio Corrêa, terceiro colocado com 44 pontos - e dois considerados "mais complicados" diante do Operário e do Juventude. O restante de seus rivais poderá estar em situação delicada: Oeste, Paraná e Náutico. É a chance de somar nove pontos. 

Mudança de rumo com Felipão

Desde que Luiz Felipe Scolari assumiu o comando, o Cruzeiro venceu seis partidas, empatou três e perdeu apenas uma, ou seja, somou 21 dos 34 pontos em disputa. Com isso, a equipe, liderada em campo por jogadores experientes como Fábio, Léo e Rafael Sóbis, se afastou da degola, resgatou a confiança e trouxe experança ao seu torcedor. Sobis fez até um gol de antes do meio de campo no fim de semana. Um golaço.

Apesar dos resultados animadores, o objetivo continua o mesmo para o treinador: não cair. "Não vamos mudar o discurso, não vamos fazer nada diferente, até ter atingido a pontuação de 42, 43, minimamente, para respirar", disse, após a vitória contra o Brasil de Pelotas no sábado. Vale destacar que a distância para a zona de rebaixamento, ao fim da 26ª rodada, é a mesma do G-4, nove pontos.

"Nosso objetivo segue o mesmo. Nós éramos, há nove rodadas, o 19º colocados, agora somos 11º. Temos oito ou nove colocações na parte ruim e sete que nos dá uma felicidade enorme, que é uma classificação. Mas, desses sete ou oito que estão na nossa frente, cada um tem sete, oito, nove ou até dez pontos na nossa frente, nem todos vão perder ao mesmo tempo, assim como nós não vamos ganhar tudo", diz Felipão.

Como visitante, nesta segunda passagem pelo Cruzeiro, o treinador ainda não perdeu. Foram 15 pontos disputados longe do Mineirão e 13 conquistados. Sob o seu comando, o ataque tem tido bom desempenho. Marcou 17 gols em dez jogos. Somente o Sampaio Corrêa, atual terceiro, foi melhor, com 19 bolas na rede.

De qualquer maneira, o Cruzeiro vem evoluindo e mostra que aprendeu a jogar a segunda divisão. "É correr o tempo todo, tem de brigar até o fim porque este é o espírito da Série B", destacou o zagueiro Manoel, um dos líderes do elenco. A ideia, agora, é ampliar os bons números recentes para não permanecer na segundona, ano de seu centenário, e voltar a dar alegrias ao torcedor.

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