Andre Penner/AP
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Di María quer título da Copa América para ser 'lenda' na Argentina

Meia quer ser campeão continental para compensar vice mundial

Estadão Conteúdo

24 de junho de 2015 | 10h53

A Argentina tem uma de suas melhores gerações dos últimos tempos. Com nomes como Mascherano, Agüero, Tevez, Higuaín e, principalmente, Messi, o país tenta na Copa América voltar a ganhar um título com a seleção principal, que não vem desde 1993. Nome fundamental da equipe, Di María sabe da importância de conquistar um troféu e avaliou que é só isso que falta para entrar de vez na história do futebol local.

"Nos falta ganhar para sermos lendas. Para poder ficar na história do futebol argentino, temos que levar um título. E estivemos perto... Foi uma lástima que nos escapou por pouco no Brasil. Geramos muito mais oportunidades que a Alemanha. O futebol é assim: às vezes temos dez oportunidades, mas o outro tem uma só e ganha. Nunca vamos tirar essa partida da cabeça", disse em entrevista ao jornal argentino Olé nesta quarta-feira.

Se o título da Copa do Mundo do ano passado escapou na prorrogação da decisão contra a Alemanha, Di María quer assegurar que na Copa América do Chile a Argentina volte a celebrar uma conquista. Até porque essa fortíssima geração está ficando cada vez mais velha e vai perdendo as oportunidades de encerrar o longo jejum que já dura desde a Copa América do Equador, há 22 anos.

"Para ser uma estrela na Argentina, precisa ganhar. Seria muito feio esta geração de jogadores não levar algo importante com a seleção. Com a qualidade que temos, nós merecemos. E não só por nós mesmos, mas para dar alegria ao torcedor. O que fizeram no Mundial foi comovente. Nós às vezes víamos gente dormindo nas praias, viajando mil quilômetros... Por isso queremos ganhar, por nós e por eles", comentou.

Até por ter visto a oportunidade de ser campeão tão de perto, e do torneio mais importante do futebol mundial, Di María admitiu que o fato de não ter atuado na decisão da última Copa do Mundo, por lesão, ainda o incomoda. "Vai ficar na minha cabeça por toda minha vida. Podemos chegar a outra final de Mundial, mas o incômodo por não ter jogado essa vai sempre existir. Fiz de tudo para jogar, até sofri, mas não deu."

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