Robson Fernandjes/Estadão
Robson Fernandjes/Estadão

Dia de superação no Palmeiras para se manter vivo na briga pela Libertadores

Contra o Tijuana, Gilson Kleina reforça a marcação no meio-campo para trazer um bom resultado

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

30 de abril de 2013 | 07h03

SÃO PAULO - Uma viagem de 17 horas, chegada ao México com menos de 36 horas para o pontapé inicial da partida contra o Tijuana, um gramado sintético e de difícil domínio de bola (leia mais ao lado) e a eliminação no Campeonato Paulista para o Santos na disputa de pênaltis. Esses são alguns dos ingredientes que fazem o time do Palmeiras ter a obrigação de se superar e passar por cima de todos os problemas para conseguir levar o jogo de volta das oitavas – na próxima terça-feira – para São Paulo ainda com boas chances de conseguir a classificação para a próxima fase.

A equipe alviverde realizou dois treinamentos em campo sintético no Brasil e fez o reconhecimento do gramado do estádio Caliente para conseguir o mais rápido possível se adaptar com o campo sintético. O rival Corinthians visitou os mexicanos na primeira fase e perdeu no México por 1 a 0, reclamando muito da condição do campo.

A vantagem para o Palmeiras é que os dois jogos dos mexicanos contra os rivais serviram para o técnico Gilson Kleina conhecer melhor o adversário e saber, por exemplo, que o Tijuana aposta muito na dupla Riascos e Martínez, eficientes nos toques de bola pelo meio da área.

Por isso, o treinador admitiu a possibilidade de escalar Henrique como volante – como Felipão fazia – e com isso reforçar a marcação no meio. Se fizer isso, André Luiz, que estreia na Libertadores, formaria dupla de zaga com Maurício Ramos.

No ataque, Kleber ganha uma oportunidade. Após o gol marcado contra o Santos, o atacante demonstrou para Kleina mais confiança e forma dupla com Vinícius. O treinador gosta de jogar com um atacante centralizado e a dificuldade em conseguir ter a bola no pé pode facilitar o time na busca por um gol através dos cruzamentos para a área. Voltar para São Paulo com um empate já seria considerado um bom resultado. O Palmeiras perdeu os três jogos que fez como visitante na Libertadores.

O Tijuana aposta tudo em Martínez, o “sósia” de Neymar. O atacante aproveita o fato de conhecer bem o gramado e consegue impor o seu ritmo na corrida, oferecendo muito perigo ao adversário. Na Libertadores, o time mexicano venceu todos os jogos em casa.

TIJUANA (MEX) X PALMEIRAS

TIJUANA: Saucedo, Gandolfi, Aguilar, Castillo e Nuñez; Pellerano, Arce, Corona; Martinez, Riascos e Moreno. Técnico: Antonio Mohamed

PALMEIRAS: Bruno; Ayrton, Henrique, Mauricio Ramos e Marcelo Oliveira; Márcio Araújo, Charles, Wesley e Juninho (André Luiz); Vinícius e Kleber. Técnico: Gilson Kleina

Árbitro: Martin Vazquez (URU); Horário: 22h30; TV - Fox Sports; Local: Estádio Caliente, em Tijuana (MEX)

Tudo o que sabemos sobre:
São-paulo-fcFutebolCopa Libertadores

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.