Dida é condenado à prisão na Itália

O uso de passaporte português falso continua a dar dor de cabeça em Dida. O goleiro do Milan já teve problemas nos tribunais esportivos, quando se descobriu que sua cidadania européia era sem valor. Agora, veio a sentença da Justiça Comum, que o condenou a sete meses de reclusão. A pena, porém, não será executada. O campeão do mundo só será efetivamente preso, se vier a cometer algum delito semelhante a este, em um período de cinco anos. Dida foi para a Itália, três anos atrás, na condição de ?comunitário?, e portanto livre para atuar em qualquer equipe, sem ser considerado ?estrangeiro?. Tudo correu bem até estourar o escândalo dos passaportes fajutos, que envolveu vários jogadores brasileiros espalhados pelo continente. Alberto e Jorginho Paulista (ambos da Udinese) e Jeda (Vicenza) foram alguns dos atingidos. O jogador se defendeu, desde o início, com o argumento de que nunca soube que o passaporte que lhe haviam entregue era irregular. A explicação, em princípio, não convenceu os juízes esportivos, que o condenaram a um ano de suspensão. A pena, posteriormente, foi anulada, em anistia geral para todos os envolvidos. O caso, no entanto, seguiu curso normal na Justiça Comum, até a sentença desta quinta-feira, emitida pela juíza Maria Luisa Savoia, de um tribunal de Milão. Mas, por entender que Dida tem comportamento correto, ela não ordenou a execução da pena. O brasileiro só não pode envolver-se, nos próximos cinco anos, em nenhuma questão que fira as leis italianas. Dida não esteve na audiência, mas foi representado por advogados. Já seu procurador, Oscar Damiani, foi interrogado pela juíza. Na saída, tratou de eximir-se de qualquer culpa e transferiu a responsabilidade pela falcatrua para Edinho, ex-jogador, treinador e que atuou como intermediário em várias negociações na Europa. ?Edinho me entregou o passaporte, em Belo Horizonte. Eu não conhecia procedência nem sabia se estava irregular?, justificou-se. Damiani ainda vai a julgamento.

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