Dida relembra o início da carreira

Dida nasceu no interior da Bahia e viveu muitos anos em Lagoa da Canoa, cidade do Estado de Alagoas, onde moram muitos de seus parentes. Titular da seleção desde que Parreira voltou ao comando da equipe, em janeiro de 2003, o goleiro lembrou nesta segunda-feira de alguns momentos do início de sua carreira.No anos 80, fez testes no ASA, de Arapiraca, mas não deu seqüência aos treinos porque sua família não tinha condições de pagar as passagens diárias de ônibus e o clube se recusara a ajudá-lo. Meses depois, procurou o Cruzeiro, de Arapiraca, e fez acordo com os dirigentes do novo clube.Ficou treinando nos juniores do Cruzeiro por pouco tempo e estreou como titular aos 17 anos, numa partida contra o CSE. ?Comecei tudo como uma grande brincadeira?, recordou Dida. ?Depois, minha família reconheceu meu talento e passou a me incentivar.?Ele se firmou no Cruzeiro local, mas ganhou notoriedade no Nordeste ao se transferir para o Vitória. ?Ali, dei início a uma nova etapa de minha vida. Ganhei vários títulos e passei a ser conhecido no Brasil inteiro?, recordou, com carinho. Depois, foi para o Cruzeiro (de Minas), passou pelo Lugano (da Suíça), Corinthians, onde conquistou o Mundial Interclubes, em 2000, e o Milan.?Fui crescendo aos poucos na profissão. Hoje me sinto amadurecido e em condições de defender a seleção?, avalia. No hotel em que o Brasil está concentrado, Dida recebeu na segunda-feira a visita de antigos companheiros do Cruzeiro de Arapiraca. Ele contou que nenhum de seus colegas teve sucesso no futebol e que alguns trabalham como olheiros no interior de Alagoas. ?Quem poderia prever um futuro tão bonito para quem jogava em campos de várzea??, indagou o goleiro do Milan.A última vez em que esteve no Rei Pelé foi numa partida do Cruzeiro de Minas, com o CSA, em 1995. Sentiu-se em casa e foi homenageado pelos alagoanos. Agora espera que isso se repita. Parentes seus que moram em Maceió estão organizando caravana para prestigiá-lo. Talvez nem precisasse disso. Assim que entrou no gramado do Rei Pelé, ontem à tarde, ao lado do goleiro Julio Cesar, do Flamengo, Dida foi ovacionado pelo público. Tímido, respondeu com acenos. ?Sei que o povo canoense também estará aqui para ver o jogo?, disse. ?Vou tentar retribuir em campo toda essa atenção.?

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