Didi era um lorde, lembra dirigente

?Didi eram um lorde do futebol brasileiro?, definiu o presidente do Botafogo, Mauro Ney Palmeiro. No clube, em que Didi conseguiu as maiores glórias de sua carreira, foi decretado cinco dias de luto. A pedido da família, a diretoria cedeu o salão nobre para que o Didi fosse velado ? a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ajudou no transporte do corpo. O dirigente recordou fatos marcantes da carreira do bicampeão mundial. ?A atitude na final do mundial contra a Suécia, de colocar a bola debaixo do braço quando eles ganhavam, foi marcante.? A mulher de Vavá, companheiro da seleção campeão de 1958, Mirian Marlene Isidoro disse que o marido estava muito emocionado e, por isso, não poderia comentar a morte do amigo. ?Didi era muito carinhoso?, lembrou ela, que era amiga do casal Didi e Guiomar. Quando Vavá se transferiu para o Atlético de Madrid e Didi para o Real Madrid, os casais se tornaram amigos. ?Sempre estávamos juntos na Espanha.? Hoje, Miriam falou por telefone, com Guiomar, que ainda acertava os detalhes do enterro. Ainda conversou com ex-companheiros de Didi, como Zizinho e Pinheiro, que queriam saber notícias sobre o craque.Para o ex-jogador Altair, do Fluminense, ?Didi foi um astro do futebol brasileiro, do mesmo nível do Pelé e do Garrincha. Sem ele, seria muito difícil para a seleção ganhar as copas de 58 e 62?, disse. ?É, sem dúvida, uma grande perda. Eu era do Fluminense e joguei várias vezes contra ele, que era do Botafogo. Foi o nosso maior meio-armador.?

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