Susana Vera/Reuters
Susana Vera/Reuters

Diego Costa é condenado por crime fiscal, mas paga multa e se livra de ser preso

Atacante brasileiro naturalizado espanhol precisou pagar mais de R$ 6 milhões para não ser detido

Redação, Estadão Conteúdo

04 de junho de 2020 | 10h19

O atacante brasileiro naturalizado espanhol Diego Costa foi condenado nesta quinta-feira a seis meses de prisão por se ter declarado culpado de um crime fiscal que lesaria o Fisco espanhol em 1,1 milhão de euros (R$ 6,32 milhões). O jogador do Atlético de Madrid foi ouvido e recebeu a sentença em uma audiência no Tribunal de Madri.

Segundo o Fisco espanhol, o atacante de 31 anos cometeu uma eventual fraude contra o Ministério da Finanças da Espanha relativo ao pagamento do imposto sobre o rendimento de pessoas físicas, avaliada em mais de um milhão de euros (mais de R$ 5,75 milhões).

Na sentença anunciada nesta quinta-feira, Diego Costa se declarou culpado. Assim, os seis meses de prisão foram substituídos por uma multa de 36 mil euros (aproximadamente R$ 207 mil). O atacante já tinha pagado, em um acordo inicial, 1,1 milhões de euros ao Fisco espanhol pelo crime de fraude fiscal cometido em 2014, quando deixou o Atlético de Madrid para assinar com o Chelsea.

Este processo teve início em 2019 quando a Agência Tributária espanhola acusou Diego Costa de fraudar o Estado em cerca de 1,1 milhões de euros, verba relativa às receitas provenientes de um contrato de patrocínio que teria ocultado. O Fisco espanhol atribuía ao jogador um outro delito fiscal, de 2013, mas acabou por aceitar as alegações dos advogados do acusado.

Este não é um caso inédito na Espanha nos últimos anos, uma vez que o argentino Lionel Messi, do Barcelona, e os portugueses Cristiano Ronaldo e José Mourinho, quando ambos jogaram no Real Madrid, passaram por situações idênticas, tendo resolvido os seus casos com multas milionárias.

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