Diego dispensa rótulo de herói santista

Se Diego já não era o mesmo no time de Emerson Leão, no jogo contra a LDU ele voltou a mostrar um futebol que fez os torcedores aplaudissem em pé o meia quando ele deixou o campo, contundido. Marcou os dois gols que levaram a decisão para os pênaltis, armou, marcou, correu muito e cansou bastante, como há muito não se via. São os novos tempos na Vila Belmiro, com Luxemburgo no comando do time? Pode ser. Tanto que Diego deixou o campo com dores na coxa direita, foi examinado nesta quarta pelos médicos e será poupado no jogo de sábado contra o Atlético-PR. Fosse nos tempos de Leão, dificilmente ele ficaria fora, mas Luxemburgo não quer forçar o jogador e preferiu dar o tempo suficiente para o atleta se recuperar. "Vou fazer o tratamento três ou quatro vezes ao dia, se necessário, para estar 100% no próximo jogo da Libertadores, mas para sábado não vai dar mesmo", comentou o jogador antes de deixar o CT Rei Pelé na tarde desta quarta-feira. Se Diego admite que fez terça-feira uma de suas melhores partidas este ano, não aceita o rótulo de herói do jogo. "Tive a felicidade de marcar dois gols, mas mesmo se tivesse feito quatro ou cinco, não ia ter isso. Não existe herói, existe um time todo jogando por um objetivo e devo minha atuação e os gols ao desempenho de todo o grupo." Diego já está dentro do espírito que Luxemburgo quer adotar no clube, o da união do grupo e abandona um pouco o individualismo nas entrevistas. "Um ajuda o outro, não tem outra forma", comentou, sem fazer comparações entre Leão e o novo técnico. "Cada um tem sua qualidade e não há o que comparar; sou muito grato a tudo o que Leão fez por mim." O meia gostou muito do incentivo da torcida durante todo o jogo. "O torcedor nunca nos abandonou e foi maravilhoso jogar com a vibração deles, com a energia que eles nos passam."

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