Diego diz que não se importa com o número da camisa

'Não importa se jogo com a camisa número 1.498. Não tenho esse tipo de vaidade', conta o goleiro

Guilherme Carvalho, Agência Estado

22 de janeiro de 2008 | 20h37

Marcos sentou no banco de Diego Cavalieri pela primeira vez durante o Brasileiro do ano passado, mas, mesmo titular, Diego jamais se sentiu como o primeiro goleiro do Palmeiras. Em 2008, a diretoria e a comissão técnica oficializaram sua nova condição dando a camisa 1 ao jovem goleiro, mas o jogador diz que continua com a mesma sensação de sempre. Veja também: Palmeiras em clima de decisão contra o Marília "Não importa se jogo com a camisa número um, ou com a 1.498. Não tenho esse tipo de vaidade. Continuo trabalhando da mesma maneira para entrar em campo e ajudar meus jogadores", disse, com o discurso politicamente correto de sempre. Diego continua trabalhando igual fora de campo, mas, desde que assumiu a camisa um, o goleiro vem sendo muito menos exigido dentro das quatro linhas. Nos dois jogos pelo Paulistão, tomou apenas um gol e fez poucas defesas. Para ele, é um sintoma do bom trabalho que vem sendo desenvolvido pelo time. "Não é só o goleiro ou a defesa. Se não estamos sofrendo lá atrás, é porque todo mundo está fazendo a sua parte na marcação. Estamos jogando de forma equilibrada", analisou. Por outro lado, a seu jeito, Diego Cavalieri também quer ajudar o pessoal da frente, Não fazendo gols, como Rogério Ceni, mas aliviando um pouco a vida de Valdivia com os juízes. Para o goleiro, o capitão palmeirense é prejudicado pela arbitragem. "Quando puder eu vou falar com os árbitros para não cair tudo em cima dele. O Valdivia não pode falar nada com os juízes, que começam a só falar disso. Mas o negócio agora é ele colocar a cabeça no lugar, pois está muito visado." O camisa 1 espera muitas dificuldades contra o líder Marília. "Eles têm feito uma excelente campanha nesse início de campeonato, e se quisermos ganhar, vamos ter que nos impor os 90 minutos e tomar o controle da partida."

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