Diego é a arma de Roth para clássico

Diego é a aposta do técnico Celso Roth, do Santos, para surpreender o Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo, neste sábado, às 17 horas, no Parque Antártica. Foram dele os melhores cruzamentos para a área, em cobranças de escanteios ou de faltas laterais, e chutes no gol no treino técnico desta sexta-feira pela manhã, na Chácara Santa Filomena, em Jarinu. Esquerdinha, que, a princípio, voltaria ao time, chegou à concentração santista nesta sexta-feira quando os jogadores já estavam em campo há quase uma hora. Vestia terno e estava com cara de sono em razão da cansativa viagem de 28 horas de volta da Seleção Brasileira após o amistoso com a Arábia Saudita, em Riad. O preparador-físico Ridênio Borges orientou o ex-meia do São Caetano em alguns exercícios físicos e depois o liberou para repousar. Roth reclamou muito dos erros dos cobradores e da colocação dos zagueiros quando iam para a área adversária, nos lances de bola parada. Fez poucos elogios, a maioria para Diego. Roth não confirma sua escalação e promete esperar para ver como Esquerdinha vai estar neste sábado para só depois definir o time. "O técnico ainda não me falou se vou jogar, mas fui titular nos dois últimos treinos e acredito vou ser confirmado", torcia Diego, após o treino de sexta-feira, sem esconder a ansiedade. "Não sei se a oportunidade demorou ou não. O fato é que estou tendo uma chance e não vou desperdiçá-la de maneira nenhuma." Com a entrada de Diego, que vai completar 17 anos no dia 28, o time vai ficar mais equilibrado e ganhará força no ataque. O garoto, artilheiro do último Campeonato Paulista Infantil, com 30 gols, contou que tem conversado com Cléber (seu companheiro de quarto nas concentrações), Robert, Odvan, Léo e até William, que embora também seja novo, já atuou mais vezes no time principal. "Eles procuram comentar situações de jogo e passar tranqüilidade. Tenho pouca idade, mas não vou tremer. Sei que no profissional é diferente, mas o objetivo é o mesmo, jogar futebol, e então não há razão para tremer. Ao contrário: o fato de o jogo ser no campo do adversário, contra um grande como o Palmeiras, dobra a minha vontade de jogar." O que ficou bem claro no treino é que Roth tem grande preocupação com os lances de bola parada do Palmeiras, principalmente com Arce e Alex. Ele fez um trabalho especial com Fábio Costa, Cléber, Odvan, Marcelo Silva e Oséas (orientado para marcar Alexandre, que costuma ir para a área tentar o gol) para neutralizar esse tipo de jogada. E depois orientou os seus zagueiros para aproveitar as bolas altas na área do adversário. Embora evite falar sobre esquema tático, com a entrada de Diego o Santos vai passar a jogar com os dois meias mais avançados, numa espécie de 3-4-3. Robert, que renovou contrato por um ano, promete inaugurar um nova fase na sua carreira a partir deste sábado, contra o Palmeiras. "Agora estou mais à vontade para jogar e a minha intenção é voltar a ser convocado para a Seleção Brasileira já nesses próximos amistosos. Não jogo sozinho, mas sei da minha responsabilidade e tenho que puxar esse pessoal que está subindo, como Diego, Douglas, William e Wellington, e que está ajudando muito o time. Com certeza, o Santos está ficando forte com eles", disse o meia. Oséas, contratado para ser o sucessor de Viola, jogou só 180 minutos e ainda não fez nenhum gol, mas não se sente pressionado. "Não adianta se apavorar que aí as coisas ficam mais difíceis ainda. Fisicamente, já me sinto bem melhor e recuperei a noção de distância da bola e o sentido de colocação na área, mas ainda falta entrosamento e isso só vou conseguir com a seqüência de jogos", concluiu o centroavante.

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