Diego é uma das armas do Atlético-PR

A decisão da Copa Libertadores envolve os dois melhores goleiros em atividade no futebol brasileiro. Um é conhecido há muito tempo por suas defesas, espírito de liderança e, cada vez mais, pelos gols de falta e pênalti que marca. É o são-paulino Rogério Ceni. O outro se destaca desde que jogava no Juventude. Mas foi este ano, no Atlético-PR, que sua carreira se consolidou. A equipe foi campeã estadual, mas chegou à final da competição continental aos trancos e barrancos graças, em boa parte, às defesas de Diego, que admite: "Estou na melhor fase da minha carreira. Já tive outras boas fases, mas agora estou numa final de Libertadores. Isso conta??, disse, nesta entrevista exclusiva à Agência Estado. Aos 26 anos, o gaúcho da cidade de Itaqui, 1,88 m e 88 quilos, no Atlético desde 2003, sonha, é claro, com a seleção, mas não se deixa contagiar pela febre de querer jogar no exterior. "O que vale é você ficar onde se sente bem??. Fã do ex-goleiro Zetti, Diego reconhece que o São Paulo é o favorito na decisão. No entanto, avisa: "Se o Atlético chegou até aqui, é porque tem condições de ir mais longe??. Agência Estado - Há algumas temporadas você vem fazendo um bom trabalho, mas só agora imprensa e torcedores de outros estados estão olhando com maior atenção. Demorou esse reconhecimento? Diego - O reconhecimento é sempre bom, um sinal de um trabalho bem-feito. As pessoas notam. Mas o ano passado também foi bom, tive ótimos momentos (o Atlético foi vice-campeão brasileiro). AE - Você considera que está na melhor fase de sua carreira? Diego - Posso dizer que sim porque o Atlético está na final da Libertadores, vai disputar o título mais importante de sua história e eu dei minha contribuição para que isso acontecesse. AE - Nesta decisão, do outro lado tem o Rogério Ceni, um dos melhores do Brasil. Vocês são parecidos no estilo? Diego - Não gosto de comparar. Cada um tem o seu estilo. E também não gosto de falar de mim. Prefiro que os outros falem. Aceito bem as críticas e não me deixo levar pelos elogios. Estou sempre querendo me aperfeiçoar. AE - O que você acha do Rogério? Diego - Do Rogério não há o que falar. Ele é um dos grandes goleiros do Brasil e tem um diferencial, as cobranças de falta. Para mim é o melhor batedor de faltas que nós temos. Se cobrar alguma contra mim, vou ter trabalho. AE - Os goleiros brasileiros estão com bom espaço no exterior. Pensa em jogar na Europa? Diego - Pode ser, mas não faço disso uma obsessão. Dinheiro é importante, fazer a independência, mas não é tudo. O bom é você trabalhar em um lugar onde o ambiente é bom, as pessoas são amigas, te respeitam. E depois, por minha maneira de ser, só saio de um clube, no caso o Atlético, se o negócio for interessante para as duas partes. Não gosto de forçar situações. AE - Foi por isso que você trocou o Juventude pelo Atlético, quando tinha propostas de times de São Paulo? Diego - Também. Eu não podia decidir sozinho minha saída do Juventude. Eles tinham de participar também. Mas é claro que vim para cá porque concordei. O Atlético tem uma estrutura fantástica. AE - Finalista na Libertadores, lanterna no Brasileiro, situação esquisita essa do Atlético... Diego - É um contraste grande, né? Mas agora nossa concentração total tem de ser a Libertadores. É muita responsabilidade. São os dois jogos da história do Atlético e também dos atletas. Estamos no nosso limite, mas acho que podemos ir além. AE - Você considera o São Paulo favorito? Diego - O São Paulo fez uma campanha mais regular, tem uma grande equipe. É favorito, mas isso não nos tira a confiança.

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