Diego festeja reencontro com a sorte

Os representantes de clubes italianos e espanhóis que foram levados à Vila Belmiro neste domingo à noite por Vagner Ribeiro, empresário de Robinho, não deram entrevistas, mas se tivessem sido localizados, com certeza iriam se exceder nos elogios a Diego, não só pelos dois gols que marcou na vitória do Santos, mas pela grande atuação do camisa 10 no segundo tempo. Num jogo marcado pelo elevado número de passes errados e baixo nível técnico das duas equipes, Diego foi o único dos jogadores que estiveram em campo que honrou a tradição de Santos x Botafogo-RJ, maior clássico dos anos 60, graças a Pelé, Garrincha, Coutinho, Didi e muitos outros craques. "Tive sorte nos dois gols. Ultimamente, nesse tipo de finalização, a bola batia nas traves e saía. Desta vez, entrou", analisou Diego, quando saía de campo, saudado pelos poucos torcedores espalhados pelas arquibancadas e sociais da Vila Belmiro. Ele aproveitou para protestar contra dois jovens que estavam nas numeradas cobertas e ofenderam Leão, quando o time voltou para o segundo tempo. "Não podemos julgar a torcida do Santos pelo comportamento desses dois sujeitos. Devem ser dois corintianos que vieram à Vila Belmiro para encher o nosso saco." Quanto à sua atuação, Diego disse que jogou como sempre e que se apareceu mais foi em razão da colaboração que recebeu dos companheiros. "Todos estamos de parabéns porque não é fácil enfrentar um adversário que se fecha como o Botafogo." Júlio Sérgio, que demonstrou eficiência nos momentos mais difíceis, comemorou a vitória como o início de uma nova fase. "Gosto de jogar na Vila Belmiro, porque aqui é a minha casa. Essa vitória serviu para afastar qualquer tipo de problema e para devolver a confiança para o time prosseguir bem na Taça Libertadores da América." Leão pediu desculpas à imprensa e foi embora sem dar entrevista, alegando que tinha assumido o compromisso de comparecer a um programa esportivo de televisão. Ficou livre de explicar o fraco futebol que o seu time mostrou no primeiro tempo. Agora, o Santos vai ter uma semana decisiva: pega o Figueirense, quarta-feira à noite, em Florianópolis, e Cruzeiro-MG, campeão brasileiro de 2003, domingo, na Vila Belmiro. Se não somar pelo menos quatro pontos nos dois jogos, a diretoria não vai resistir às pressões e dispensará Leão, contratando um novo técnico para aumentar as possibilidades de classificação nas oitavas-de-final da Taça Libertadores da América, contra a Liga Deportiva Universitária. O primeiro jogo será no dia 5 de maio, nos 2.850 metros de altitude de Quito, no Equador, onde, a equipe da casa não perdeu nenhum ponto na primeira fase da competição e ganhou todos os jogos por mais de dois gols. A partida de volta será na quarta-feira seguinte, dia 12, na Vila Belmiro. Alcides, que saiu carregado de campo no final do primeiro tempo, sofreu lesão nos ligamentos do joelho direito, imobilizou a perna e não tem previsão para voltar as atividades. André Luís, que cumpriu suspensão, tem volta assegurada ao time no jogo contra o Figueirense, em Florianópolis, quarta-feira à noite. Basílio, com uma lesão no músculo posterior da coxa direita, só deverá ser liberado pelos médicos no início da próxima semana.

Agencia Estado,

25 de abril de 2004 | 20h43

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