Alejandro Pagni/AFP
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Diego Maradona passará por cirurgia no cérebro ainda nesta terça-feira

Médicos detectam coágulo na cabeça do argentino e decidem fazer intervenção cirúrgica no local

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2020 | 16h34

O ex-jogador argentino Diego Maradona será operado ainda nesta terça-feira para se curar de um hematoma no cérebro. Após os médicos detectarem que o atual treinador do Gimnasia La Plata tem um coágulo acumulado na região subdural por causa de pancadas, ficou decidido que será necessário realizar uma operação.

Com 60 anos recém-completados, Maradona foi internado na clínica Ipensa de La Plata na última segunda-feira após se sentir mal. Uma série de exames mostrou que o ex-meia tem hematomas na cabeça possivelmente geradas por pancadas recentes. "Ele tem um hematoma subdural. Vamos operá-lo hoje", disse o médico Leopoldo Duque. Esse tipo de lesão na cabeça precisa ser solucionado com rapidez porque o sangue acumulado pode pressionar o cérebro.

Entre os possíveis fatores de risco para essa lesão estão a idade e o abuso de álcool. Embora tenha completado 60 anos na semana passada, Maradona mal comemorou a data porque já apresentava uma saúde debilitada. O ex-jogador comia pouco, aparentava fraqueza e pouco participou da partida de sexta-feira entre o Gimnasia La Plata e o Patronato. Maradona esteve presente somente nos 18 primeiros minutos e depois deixou o estádio.

A previsão inicial era de que Maradona recebesse alta na quarta-feira, mas agora os médicos redobraram os cuidados. Em entrevista coletiva antes do diagnóstico do hematoma, o médico Leopoldo Luque afirmou que o ídolo argentino estava bem. "Ele está anêmico e desidratado. Temos que corrigir isso para que siga melhorando. A ideia é melhorar tudo que possa. Precisamos de tempo", disse.

Durante as primeiras horas de internação, os médicos detectaram que Maradona apresentava anemia. Nesta terça, o ex-craque despertou com boa disposição e até pediu para ir embora, porém os hematomas no cérebro foram descobertas e será necessário que ele permaneça sob cuidados. Em 2014 a então presidente argentina Cristina Kirchner passou por cirurgia parecida para se curar dos hematomas no cérebro.

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