Diego: "Não vou substituir o Robinho"

Diego foi apresentado como novo reforço do Santos no final da tarde de hoje, no Centro de Treinamentos de Rei Pelé, e promete recuperar o futebol que mostrou no início da carreira, no time do Internacional-RS. Na época, o técnico santista Alexandre Gallo era o auxiliar de Dário Pereyra, no Grêmio-RS e ficou impressionado com o garoto. Diego só pede para não ser apontado como o substituto de Robinho, que deve mesmo ir para o Real Madrid. "Robinho é Robinho. Não há ninguém no Brasil e nem no Mundo que jogue como ele", disse o meia, de 20 anos, que vinha atuando pelo time B do Internacional-RS. "Com a chegada de Fernandão (no ano passado), Michel e Iarley fiquei sem espaço no Inter e por isso estou feliz com a minha transferência para o Santos. Aqui vou ter todas as chances porque, como se sabe, São Paulo é o maior centro do futebol brasileiro." O retrospecto de Diego não é animador para quem joga no ataque. Foram apenas 15 gols em 116 jogos. Ele reconhece que precisa melhorar a pontaria e promete que vai se empenhar nos treinos de finalizações. A situação de Deivid não sofreu nenhuma alteração. De acordo com Gallo, o procurador do jogador, Jorge Moraes, viajou para a França, levando um documento no qual o Santos concorda com o pagamento de 4,5 milhões de euros à vista ao Bordeaux. "Só falta eles darem o número da conta para o Santos fazer o depósito", disse Gallo, hoje. Só depois que isso acontecer, o jogador assinará novo contrato e voltará a treinar. Com relação ao goleiro Roger surgiram comentários hoje de que o presidente Marcelo Teixeira seria contra a sua contratação. Porém, Gallo dá sinais de que faz questão de contar com o jogador para o restante do Campeonato Brasileiro e para a Copa Sul-Americana. O goleiro disse hoje cedo que não vai para clube onde o pagamento do salário atrasa, referindo-se ao Flamengo, que também estaria interessado na sua contratação. À noite, surgiu outra informação: irritado em razão de o Santos ter negociado diretamente com Roger, o São Paulo exige R$ 500 mil de indenização para liberar o goleiro. Para o ataque, Gallo disse que o preferido era Mota, ex-Cruzeiro, mas que não foi possível em razão do alto valor de sua liberação. Agora, está sendo tentado Somália.

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