Diego nega crise e jura amor ao Santos

Diego voltou a dar entrevistas nesta quinta-feira, depois de quatro dias de silêncio. Negou que esteja em crise com o técnico Leão, defendeu o seu pai e procurador, Djair Cunha, e jurou amor pelo Santos, porém, não conseguiu esconder a insatisfação por estar sendo seguidamente tirado do time no segundo tempo dos jogos. "Não houve nada", disse o meia, assegurando que não foi tirar satisfação com Leão, quando saía de campo para a entrada do garoto Luís Augusto, na etapa final do jogo de sábado passado, contra o São Caetano, no ABC. "Aconteceu que eu fui substituído por uma opção do treinador e não gostei. Mas, conversamos internamente e está tudo bem."Embora pretendesse se livrar rapidamente do assunto na coletiva desta quinta-feira cedo, no Centro de Treinamento Rei Pelé, diante da insistência dos repórteres Diego admitiu que não está satisfeito com o tratamento que vem recebendo do técnico, ultimamente. "Nunca vou me acostumar, nunca vou aceitar esse tipo de coisa (ser substituído por questões técnicas) porque não sou jogador para jogar 60, 70 minutos. Sempre me preparo para jogar os 90 minutos. Algumas vezes, achei que não merecia sair e falei com ele (Leão). Mas foi sempre uma conversa amigável. Por isso, não estou com raiva de ninguém."Diego defendeu o seu pai das acusações de estar lhe criando problemas de relacionamento com o clube. "As pessoas gostam de polêmica e como não conseguiram falar comigo e com Leão, foram falar com o meu pai. E ele não falou nada demais, mas transformaram as palavras dele numa guerra. Ele disse que vou cumprir o meu contrato com o Santos até o final e esse também é o meu objetivo. Mas tem gente que parece que quer me tirar do Santos. E se quero cumprir o meu contrato até o fim, em 2006, não é por causa dos direitos federativos, que passariam a me pertencer totalmente. De repente, posso até renovar com o Santos. Ainda tenho muito a dar ao Santos e quero ganhar outros títulos", encerrou o meia.Novos tempos - Os jogadores tiveram uma sessão de física de uma hora e um coletivo de 30 minutos nesta quinta-feira cedo, e só voltam a treinar nesta sexta-feira cedo, antes da folga de sábado e domingo. Foi o início da nova etapa do Santos, de acordo com Leão. "O trabalho foi mais puxado e marca o começo da nova fase. Não vou exigir de ninguém que deixe a criatividade de lado, mas vamos mudar a maneira de jogar. Vamos continuar dando espetáculo, porém com mais vitórias. Vamos voltar às origens, com mais aplicação, sem excesso de confiança."Quanto à goleada de 4 a 0 sofrida diante do São Caetano, Leão disse que os jogadores já superaram a frustração. "Uma grande equipe não pode ficar abalada. Além disso, não fomos os únicos. Viram o Real Madri, o Milan...? É o abril negro dos grandes." O meia-armador Jerri, sentindo-se marginalizado, pediu rescisão do contrato, que termina em junho do ano que vem, mas não foi atendido.Leão prometeu emprestá-lo para defender outro clube no Campeonato Brasileiro. "Depois, se merecer, ele volta para o Santos", disse o técnico. Jerri jogou duas vezes e marcou dois gols no Campeonato Paulista. Como não vinha sendo utilizado pelo técnico, o meia, que ganha R$ 10 mil por mês e já recusou propostas do São Caetano, Internacional e Grêmio, ambos no Rio Grande do Sul, no ano passado, queria se tornar livre para poder escolher onde jogar, a exemplo de Canindé, destaque do Paulista de Jundiaí. Os clubes interessados em Jerri são o Guarani, o Sport do Recife e o Goiás.Procon - A assessoria de imprensa do Santos informou nesta sexta-feira à tarde que o clube ainda não foi notificado sobre a autuação do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) em razão das irregularidades constatadas no jogo contra o São Caetano, na Vila Belmiro, infringindo o artigo 23 do Estatuto do Torcedor. A autuação foi em razão da falta de câmeras de circuito fechado de televisão nas catracas e pela colocação à venda de 21.416 ingressos, desobedecendo o limite estabelecido pelo Corpo de Bombeiros e pela Prefeitura de Santos de 20.120 entradas. O Santos pode ser punido com multa entre R$ 200 a R$ 3 milhões, a perda de seis mandos de jogos e o afastamento dos dirigentes responsáveis.

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