Diego, o mais novo queridinho do Morumbi

A diretoria e a comissão técnica do São Paulo comemoram. Acreditam ter encontrado um novo Luís Fabiano, lá dentro do clube, sem ter precisado gastar um tostão. Ou apostam, na pior das hipóteses, ter achado um bom companheiro de ataque para seu artilheiro. Não apenas pelos poucos minutos em que arrancou aplausos contra o Coritiba, mas também pelas ótimas indicações dos responsáveis pelas categorias de base, o jovem Diego, de 18 anos, garantiu sua permanência entre os profissionais, pode virar titular em breve e já se tornou ?queridinho? no clube.Até cinco dias atrás, não passava de um bom jogador do São Paulo B. Nesta quinta-feira, foi o centro das atenções no CT da Barra Funda. "Nunca tinham tirado tanta foto de mim." Seu primeiro treino com os profissionais ocorreu na segunda-feira e, dois dias depois, já estreou na equipe principal.Cilinho, o coordenador das categorias de base, convivia com Diego diariamente no CT de Barueri, onde os juniores moram e treinam. E, desde o início do ano, já apostava em seu sucesso. A única preocupação era com sua disciplina. O atleta já lhe causou dor de cabeça, principalmente quando faltava às aulas do supletivo. À noite, após os treinos, teria de estudar com os colegas. "Mas eu preferia ficar assistindo à televisão."Natural de Santa Bárbara d? Oeste, Diego - que quer ser chamado de Diego Tardelli para não ser confundido com o xará do Santos - admitiu ser torcedor do Corinthians e contou ser fã de Ronaldo. Sua promoção para o profissional foi incentivada pela diretoria de Futebol, que não vai contratar um atacante para o lugar de Reinaldo. Roberto Rojas não o conhecia até semana passada, mas o recebeu por indicação de Cilinho e dos dirigentes. Fez elogios pela atuação em Curitiba, mas disse que ainda não o colocará como titular domingo, contra o Fluminense.O jogador, que recebe cerca de R$ 1.500,00 mensais, chegou ao São Paulo em setembro de 2002 e tem contrato até 2005. A saída do União Barbarense para o São Paulo foi conturbada. Os dirigentes do interior acusam o São Paulo de tê-lo levado indevidamente, mas receberam R$ 20 mil e o liberaram. Diego chegou a jogar nas categorias de base do Santos.

Agencia Estado,

10 de julho de 2003 | 19h49

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