Diego Souza complica Candinho

A diretoria do Palmeiras começa a ver com preocupação a constante escalação de Diego Souza pelo técnico Candinho. Para os dirigentes próximos ao presidente Affonso Della Mônica Netto, o treinador corre o risco de ter o mesmo destino de Estevam Soares se insistir no jogador. Se há muito tempo o meia já vem desagrandando à torcida por suas atuações, agora os dirigentes e conselheiros começam a engrossar o coro dos descontentes. Entre os que são a favor da saída de Diego do time, o argumento é o seguinte: não existe nada contra a pessoa do meia, mas ele está há três anos no Parque Antártica e não conseguiu se firmar como titular da equipe. Além disso, desde a Série B do Campeonato Brasileiro, em 2003, seu futebol decaiu e resistência da torcida e as confusões nas quais se envolveu são agravante da situação. A diretoria palmeirense pretende, no entanto, dar ainda algum tempo a Candinho, uma vez que, em sua passagem pela Portuguesa, o técnico fez um excelente trabalho com vários jogadores jovens como Zé Roberto, Rodrigo Fabri e Leandro. Mas a maioria não está otimista com as perspectivas de o treinador recuperar Diego Souza em curto prazo, a ponto de ele dar "a volta por cima" se tornar uma peça importante do time em uma Taça Libertadores da América, por exemplo. E caso o time não vá muito longe no torneio continental por causa do meia, Candinho estará colocando sua permanência no comando em risco. Outro jogador com situação delicada no Palmeiras é Pedrinho. O meia está próximo do fim de seu contrato e, apesar de contar com a simpatia da atual diretoria e de Della Mônica, será necessário que faça algumas concessões para permanecer na equipe. O talento do jogador é considerado inegável, mas o salário atual é considerado muito alto se for levado em consideração os constantes períodos de inatividade por contusões. A idéia é convencer o atleta a reduzir em 50% a sua proposta salarial. ABRINDO O CAIXA - Aos poucos, sem fazer alarde, Della Mônica começa a modificar a mentalidade do "bom e barato" em relação à contratações. E a apresentação de Juninho Paulista, hoje, foi um grande passo de uma caminhada. "Como havíamos prometido, é uma contratação de peso, de nível internacional. Agora vamos buscar outras para tornar nossa equipe mais forte e competitiva para o Brasileiro e a Libertadores", afirmou o dirigente. O ex-presidente Mustafá Contursi deixou R$ 38 milhões em caixa para a atual diretoria e a idéia é o clube investir parte do dinheiro em algumas contratações. Nesta semana, o assessor da presidência Antônio Carlos Corcione esteve em Buenos Aires. A missão: encontrar um jogador de defesa de qualidade para comadar a zaga a preço razoável, a exemplo do que o São Paulo fez com Lugano. Antônio Carlos está fora da parada. No ataque, Washington, da Portuguesa, é o nome favorito e as chances de acordo após o Campeonato Paulista são enormes. Para complementar, o time ainda pretende contratar um meia para compor o elenco.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.